
“Ficava tentando ser uma persona interessante, que viralizasse, que valesse uma entrevista. Achava que se você entrevistasse a Deborah não ia ter graça. Hoje, está tudo bem se descobrirem que sou chata”, disse em entrevista ao videocast Conversa vai, conversa vem, do O Globo.
Segundo Deborah, crescer sob os holofotes influenciou diretamente a maneira como se apresentava. Ela afirmou que precisou criar personalidades para fazer a carreira avançar não só como atriz, mas também como figura pública.
“Precisei me moldar, ser forte, construir personalidades interessantes. Eu sou boring”, afirmou. A atriz disse que essas personas tinham características verdadeiras, mas eram apresentadas de maneira diferente para que ela pudesse “caber no mundo”.
Leia também – Nicole Kidman fala sobre o casamento com Cruise
Deborah também contou que hoje lida melhor com críticas. “Hoje, uma crítica não dói. A não ser que eu concorde”, afirmou.
A atriz falou ainda sobre o processo de três anos de terapia e sobre a tentativa de encontrar um equilíbrio entre diferentes versões de si mesma. “Ou é tudo para um lado ou tudo para o outro. Ou trabalha muito ou não trabalha, ou ama muito ou está sozinha. Busco chegar no caminho do meio”, disse.
Hoje, Deborah se prepara para a estreia de Bruna Surfistinha 2, prevista para 2027. A trama acompanha Rachel Pacheco, personagem vivida pela atriz, após o período de prostituição, com foco na maternidade e nos desafios dessa nova fase de sua vida.

Faça um comentário