
A população idosa apresenta-se como um grande desafio. O cenário no Brasil, em se tratando da violência e maus-tratos, é complexo de avaliar. A pessoa idosa sente-se tímida e desprotegida para efetivar a denúncia. O IBGE pontuou que a população com 60 anos ou mais no Brasil alcançou 16,6% do total de habitantes.
O acréscimo pode influenciar, inclusive, no desenvolvimento do cenário nacional. Vida e bem-estar de pessoa idosa exigem aprimoramento e planejamento de políticas públicas.
É relevante maior participação e entendimento da sociedade em denunciar as violações cometidas com a pessoa idosa, de tal modo, pode ocasionar modificações no contexto econômico e social daquele grupo.
É lamentável que nem todo cidadão tenha conhecimento das leis que surgiram para dar proteção e amparo à pessoa idosa. Sociedade, denuncie: discriminação e humilhação (Art. 96), omissão de socorro (Art. 97). Salvar vidas é obrigação de todos. Humilhar? Nunca! Maus-tratos? Jamais!
Aos meios de comunicação: visitem a Delegacia da Pessoa Idosa; a imprensa pode salvar muitas vidas. Quantos idosos são abandonados por aquele que tem o dever de ampará-los: os familiares. Autoridades, apareçam na unidade especializada desta capital para conhecer o cenário assustador, quando nos deparamos ao visitá-la. É manifesto, na postura policial, a angústia dos servidores tentando esclarecer questões, e levar adiante a resolutividade de cada caso.
O delegado Marcos Aurélio Veloso e Silva, atualmente titular da Delegacia de Delitos Contra a Pessoa Idosa (DEDCPI), pontuou: “(…) o filho dependente de lá, certo? E quem cuida da mãe se não tem um abrigo? Se tirar o filho problemático, por exemplo, a mãe fica sem e aí não tem onde colocá-la.(…) isso que nos machuca. Nós é que temos contato e aí a gente começa a sofrer. A gente vivencia uma realidade, ou uma situação, que não é da nossa função direta resolver”. (Em 04/05/2026).
É relevante a prevenção da sociedade, para que possa existir: igualdade, vida digna, cumprimento das leis e mais justiça social para salvar vidas.
Celeridade para denunciar, disque: 100 ou 190.
Graci Ourives de Miranda é professora/escritora

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