
Danielly Santos
Vereador Rafael Ranalli e prefeito de Cuiabá Abilio Brunini
O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) e o vereador Rafael Ranalli (PL) garantem ter superado os efeitos de discordâncias acerca da condução dos trabalhos da CPI da CS Mobi, que investiga a concessão doestacionamento rotativo de da Capital. Ambos concederam entrevista, juntos, pouco depois de Ranalli ter reconhecido que ficou chateado com críticas feitas por Abilio, que afirmou ter a sensação de que a CPI não quer continuar investigando e que isso lhe dá uma sensação estranha.
“Nunca teve uma aresta para ser aparada. A gente sempre teve um ótimo relacionamento. O que houve é uma fala minha na entrevista e outra fala dele. Mas, isso aí não significa que a gente tenha aresta para ser aparada. Muito pelo contrário, são posicionamentos sobre uma determinada situação”, afirmou Abilio em entrevista à imprensa no início da tarde de hoje (16).
Ranalli, por sua vez, também amenizou a situação. Parlamentar ressalta que comunga dos mesmos ideais de Abilio e que por isso é da base e busca contribuir com Cuiabá. Sobre a CPI, Ranalli ressalta que Abilio manifestou o interesse em apresentar o seu ponto de vista, talvez com a participação da empresa. A ideia, segundo o parlamentar, é que a oitiva ocorra na próxima terça (23) a tarde. “Quem é parte no contrato? A prefeitura e a própria empresa. Então, vamos colocar um frente a frente ao outro. Ver quem pode ceder. Quem pode ajudar. Pra, de repente, até a parceria continuar ou não”.
O prefeito ressalta que, atualmente, o contrato é desfavorável para o Executivo e que esse será mais um esforço para que se abra um espaço de debate do tema. “Não há desentendimento algum entre eu e Ranalli. Não há desentendimento algum. E eu acho que isso nem é o foco dessa discussão. O foco da discussão é o município de Cuiabá, é o contrato da CS Mobi. E uma das coisas que eu também tenho questionado dentro desse contrato é o seguinte, imagina, pra pagar a empresa, a gente tem que aumentar de 3 mil vagas pra 9 mil vagas de estacionamento. Eles querem colocar vaga de estacionamento na Carmindo [de Campos], vaga de estacionamento rotativo na Fernando Corrêa, na Avenida do CPA, em todos os principais lugares”, reclama Abilio.
Reprodução
Além disso, o prefeito voltou a afirmar que os benefícios trazidos para Cuiabá são pequenos perto do retorno já que o investimento, segundo ele, gira em torno de R$ 140 milhões e a prefeitura terá que dispender de aproximadamente R$ 800 milhões em 30 anos.
“E hoje nós quase não temos poder de negociação. O objeto do contrato, ele é muito claro, ele é muito nítido, e ele traz um dano ao nosso município muito grande. Muito mais do que retorno dos investimentos”, afirma Abilio, reconhecendo que a rescisão é muito difícil.
Ranalli ressalta que, após a reunião na CPI entre Abilio e a empresa, a ideia é que o relator Dilemário Alencar (União) conclua o relatório até 10 de outubro. “Em último caso, infelizmente, a gente prorroga novamente [a CPI]. Mas, não é essa a minha intenção”.
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