
Nomeado na última semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como juiz-membro substituto, categoria jurista, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o advogado Marcelo Alexandre Oliveira da Silva Morgado é sócio do escritório de advocacia Tavares e Morgado, juntamente do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Ussiel Tavares, alvo da 5° fase da Operação Sisasmnes, deflagrada na manhã desta terça-feira (13).
Consta no site dos sócios que Ussiel Tavares “é, sem dúvida, um dos grandes nomes da advocacia mato-grossense” e que Marcelo Morgado passou a integrar a sociedade em 2017 e “trouxe toda a sua expertise para somar e liderar o time de especialistas”.
É descrito ainda que a parceria entre ambos “fortaleceu ainda mais a inteligência jurídica da empresa, agregou valor com a sua visão inovadora e se tornou um dos principais nomes da advocacia de Mato Grosso”. De acordo com a divulgação, o foco do escritório é direito empresarial, recuperação de ativos e direito administrativo, além de prestar também serviços em direito tributário, do agronegócio, eleitoral e trabalhista.
Leia também – Quatro magistrados disputam vaga de desembargador; Juanita é favorita
Apesar da sociedade, Marcelo Morgado não possui envolvimento com a Operação deflagrada nesta quarta. Conforme noticiou o , Morgado foi nomeado por Lula como juiz-membro do TRE-MT, na vaga decorrente do término do segundo mandato de Pérsio Oliveira Landim do fim do biênio (2022-2024).
Disputaram a vaga também os advogados José Ricardo Costa Marques Corbelino e Bruno Devesa Cintra, escolhidos no dia 9 de dezembro de 2024 em eleição realizada durante sessão extraordinária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para compor a lista tríplice de candidatos. Morgado foi o escolhido, mesmo sendo o menos cotado para a vaga, já que ficou em terceiro lugar com 30 votos .
Já o ex-presidente da OAB-MT, Ussiel Tavares, está entre os alvos da da 5° fase da Operação Sisasmnes , que investiga uma rede empresarial e financeira de lavagem de dinheiro, supostamente estruturada para dissimular a origem ilícita de propinas pagas em troca de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ) .
Além de Ussiel Tavares, também foi alvo de mandado uma ex-secretária do advogado Roberto Zampieri, assassinado em 2024 no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.
Em nota, Tavares explicou que “não recebeu a decisão que embasou o pedido de busca e apreensão, logo, desconhece os motivos”. Disse ainda que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos. Ele ainda menciona que está “absolutamente tranquilo, confiante na Justiça e certo de que a verdade prevalecerá” e que “sempre pautou sua conduta pela legalidade, ética e transparência”.

Faça um comentário