
O governador Mauro Mendes (União Brasil) rechaçou a possibilidade do vazamento de informações da Operação Office Crimes – A Outra Face , que prendeu cinco policiais militares , por suposto envolvimento na execução do advogado Renato Nery, em julho do ano passado. Ação foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Mayke Toscano
Em conversa com a imprensa, Mauro foi questionado sobre o possível vazamento, visto que um policial alvo da operação conseguiu deixar a residência horas antes da chegada da polícia, supostamente rumo a uma pescaria – ele se entregou nesta sexta-feira (7) , no início da noite. O chefe do Executivo, contudo, rejeitou a tese: “Tem fofocas por aí. O que foi exatamente é o seguinte, a Polícia Civil investigou, descobriu. Cuidado com as informações que são veiculadas, que não retratam a realidade e a verdade”.
Ele reiterou que o Governo não interfere nas investigações e nas operações, ou seja, não há qualquer tipo de blindagem a servidores que cometem crimes. “O Governo nunca interfere nisso. A Polícia Civil fez a operação e determinou os atos que são de conhecimento público. O Governo jamais vai proteger qualquer servidor público [que cometeceu um crime], seja ele da segurança pública ou de qualquer área”, endossou.
Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho do ano passado, na frente de seu escritório, na Capital. Até o momento as investigações não indicaram a motivação do crime. A suspeita é que a munição usada no crime seria de posse do estado. Para o governador, a situação deve ser rigoramente apurada, alertando que se for comprovada a veracidade, quer o rigor da lei. “Quem cometeu qualquer tipo de falha vai responder administrativamente e vai responder judicialmente”, manifestou.
O secretário chefe da Casa Civil, Fábio Garcia e o secretário de Segurança Pública, Cesar Roveri , também rechaçaram a versão de vazamento, mesmo após um dos PMs presos na operação ter solicitado sua exoneração no dia 27 de fevereiro, dias antes da ação policial. Além disso, outro militar não havia sido encontrado durante a operação – se apresentando à polícia 24h depois da ação .
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