
O empresário Emilio Teixeira Belai virou réu por causar um grave acidente de trânsito que resultou na morte de 4 pessoas da mesma família em setembro de 2024, na rodovia MT-339, em Tangará da Serra (239 km a médio-norte de Cuiabá). Ele foi pronunciado pelo juízo da 1ª Vara Criminal de Tangará da Serra pela prática de 4 homicídios qualificados, na forma de dolo eventual, por meio cruel, perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Belai deve enfrentar o julgamento pelo Tribunal do Júri.
Na decisão, o magistrado Ricardo Frazon Menegucci ressaltou que a fase da pronúncia é um juízo de admissibilidade da acusação, cabendo ao Júri Popular avaliar de forma definitiva a responsabilidade penal do réu. Conforme a denúncia do Ministério Público, o acusado dirigia sua caminhonete Amarok sob efeito de álcool, em alta velocidade, quando realizou ultrapassagem em local proibido, colidindo frontalmente com o carro de uma família.
No acidente faleceram João Valdivino dos Santos, 53, a esposa dele Edilaine Marciano da Silva, 37, o filho do casal, o jovem João Vitor Marciano dos Santos, 15, e a amiga da família, Ana Rosa Eugenio, 45. Eles estavam em um veículo Prisma indo a um evento religioso quando foram atingidos pela caminhonete do empresário.
O impacto foi tão intenso que o carro em que as vítimas estavam saiu da pista, capotou diversas vezes e adentrou na vegetação, ocasionando as 4 mortes ainda no local. Emilio foi socorrido e hospitalizado em estado grave.
Também esteve envolvido no acidente um treceiro veículo, uma Fiat Strada, cujo motorista não sofreu nenhum tipo de ferimento e relatou que estava trafegando pela MT-339 sentido Centro da cidade quando sentiu um impacto, perdeu o controle, capotou e não viu mais nada.
A perícia constatou que o acusado trafegava a uma velocidade entre 128 km/h e 142 km/h, chegando a ter o velocímetro travado em 165 km/h. O exame de alcoolemia apontou concentração de 10,10 dg/l de álcool no sangue, valor muito acima do limite legal.
Detido em Curitiba, no estado do Paraná um mês após o acidente, ele chegou a ficar preso preventivamente, mas atualmente está em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, e seguirá aguardando o julgamento em liberdade restrita, sob medidas cautelares estabelecidas.

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