
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), ironizou o ex-deputado estadual José Geraldo Riva ao afirmar que a viabilização das obras do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS III), no bairro Verdão, só foi possível graças ao acordo de colaboração premiada do ex-parlamentar. O termo que previu a devolução de R$ 92 milhões aos cofres públicos como ressarcimento por esquemas de corrupção durante seus mandatos como deputado estadual.
“Isso aqui é um TAC do Ministério Público. Essa aqui é uma daquelas obras que a gente tem que agradecer ao pai da Janaina [Riva], pelo desvio que ele fez no Estado de Mato Grosso e que ele devolveu ao povo para fazer essa obra”, disse o prefeito nesta sexta-feira (4).
A declaração é mais um capítulo dos ataques sistemáticos de Abilio contra a deputada estadual Janaina Riva (MDB), candidata ao Senado em uma chapa aliada ao PL. O prefeito atua diretamente na campanha do deputado federal José Medeiros (PL), rival interno que rejeita a coligação com a emedebista.
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Recentemente, Abilio apareceu no horário eleitoral de Medeiros questionando se o pai dele já havia sido preso, uma provocação direta ao histórico judicial do pai da parlamentar, que admitiu diversos crimes cometidos ao longo dos 20 anos em que presidiu e integrou a Mesa Diretora do Legislativo estadual.
A declaração do gestor ocorreu durante a solenidade de assinatura da ordem de serviço para a retomada da estrutura do CAPS III no bairro Verdão. Conforme já publicado pelo , a delação premiada de José Geraldo Riva foi homologada pelo Poder Judiciário após o ex-deputado confessar esquemas sistemáticos de propina e desvios na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
O acordo firmado com o Ministério Público estabeleceu o ressarcimento milionário e o cumprimento de sanções penais em troca do detalhamento de ilícitos ocorridos no Estado. Nos documentos, o ex-deputado detalhou que, durante os 20 anos que atuou como deputado, houve pagamentos de propina para 38 deputados com o objetivo de apoiarem o governo do Estado. O valor total do esquema chegou a R$ 175,7 milhões.
Segundo a delação de Riva, o esquema funcionou nos governos Dante de Oliveira (1995-2002), Blairo Maggi (2003-2010) e Silval Barbosa (2010-2014). Neste mesmo período, Riva ainda afirma que foram gastos mais de R$ 38 milhões para a compra das eleições da Mesa Diretora do parlamento mato-grossense.

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