Dilmar nega desculpas por chamar Mauro de ‘traidor’ e quer deixar liderança na AL

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O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União) afirmou ter deixado nas mãos do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) a decisão sobre a sua permanência na liderança do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).  A movimentação ocorre no rescaldo da convenção do partido no estado nesta quinta-feira (30).  Isso porque o presidente do partido votou contra um membro do grupo, Jayme Campos, em prol de apoiar seu sucessor do Palácio Paiaguás.

 

O auge do mal-estar ocorreu quando Dal Bosco chamou publicamente o ex-governador Mauro Mendes (União) de “traidor” da sigla e foi fortemente vaiado. Enquanto a ala “Maurista” é defensora do apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, do outro, está o grupo que advogava por uma candidatura própria encabeçada pelo senador Jayme Campos (União).  

 

Diante da repercussão do embate e do desgaste do ambiente partidário, o parlamentar adotou um tom mais brando ao comentar a relação com o ex-chefe do Executivo estadual, mas descartou qualquer recuo formal. Ao ser questionado sobre o rótulo atribuído a Mendes, Dal Bosco minimizou o episódio ao classificar as tensões como inerentes ao jogo político de alianças e palanques, embora tenha deixado claro que não pretende se retratar. “Não vou pedir desculpas”, sinalizou ao ser questionado.

 

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Para amenizar o impacto de eventuais divisões, o deputado minimizou a existência de potenciais prejuízos ou sequelas definitivas à imagem do grupo governista. “Acho que não. É normal você, muitas vezes, apoiar um candidato e ter outro”, afirmou o parlamentar. “Eu vejo vários deputados que estão, muitas vezes, apoiando um deputado federal que não está na coligação, e tá lá com adesivo no carro e também fazendo o papel dele. Cada um procura o que acha que é bom pra apoiar.”

 

Na tentativa de sustentar sua legitimidade no debate sobre os rumos das alianças da sigla, Dal Bosco fez questão de relembrar sua longevidade e fidelidade partidária. O parlamentar destacou sua trajetória construída desde as bases da antiga legenda PFL, passando pelo DEM, até as fusões que consolidaram o atual União Brasil, argumentando que sua história dentro da agremiação lhe confere autoridade moral e política para contestar diretrizes que considere prejudiciais à estabilidade política do grupo.  “Estamos indo para um caminho do partido acabar dentro do estado de Mato Grosso.

 

Com o tensionamento na bancada governista, a permanência de Dal Bosco na liderança da ALMT dependerá do aval direto de Pivetta. O governador terá de ponderar se mantém o aliado de longa data na articulação junto aos parlamentares ou se promoverá uma reconfiguração na base para pacificar as divisões internas entre os correligionários do União Brasil e do Republicanos.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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