
A facção alvo da Operação Replay, deflagrada na manhã desta quinta-feira (30), usava laranjas para esconder o patrimônio de luxo usado por eles. Durante coletiva de imprensa, o delegado Vitor Hugo Caetano relatou que um dos alvos, inclusive, foi preso por esse motivo. Apesar de morar em uma residência simples de madeira, ele tinha em seu nome um apartamento de alto padrão, avaliado em cerca de R$ 6 milhões, localizado de frente para o mar em Balneário Camboriú (SC).
“Ele mora em uma casa de madeira simples, totalmente humilde, mas tinha um apartamento de R$ 6 milhões em seu nome. Ele sabia que o imóvel estava registrado em seu nome e, por isso, foi preso. Ele atuava como laranja”, afirmou.
Além das prisões, a operação também atingiu o patrimônio da organização criminosa. Conforme a Polícia Civil, foram sequestrados aproximadamente R$ 20 milhões em imóveis e veículos de luxo.
Entre os bens estão dois apartamentos e uma residência em condomínio de alto padrão em Santa Catarina. Um dos apartamentos, sendo o de frente para a praia em Balneário Camboriú, e uma casa em condomínio de luxo foram avaliados em cerca de R$ 6 milhões cada.
A Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. De acordo com a investigação, mesmo após as ações anteriores e a prisão da principal liderança da facção, identificada pelas iniciais W.T., o grupo continuou atuando de forma estruturada, com lavagem de dinheiro e movimentação financeira coordenadas de dentro do sistema prisional.
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“As operações anteriores reduziram a atuação do grupo, mas ele continuou liderando a facção de dentro da prisão. As provas obtidas demonstraram que a lavagem de dinheiro e as demais atividades criminosas nunca deixaram de acontecer”, destacou o delegado.
Ao todo, 7 pessoas foram presas durante a operação. Cinco foram detidas em liberdade e outras duas já estavam no sistema prisional, entre elas W.T., que teve um novo mandado de prisão preventiva cumprido na Penitenciária Central do Estado (PCE).

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