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Imigrar para os Estados Unidos é um sonho para muitos brasileiros, desejando aproveitar as oportunidades que o país oferece. No entanto, esse desejo deve ser acompanhado de planejamento meticuloso, tanto em termos de requisitos legais quanto das obrigações fiscais. Para quem não nasce em solo americano, é necessário obter uma autorização de trabalho e estar ciente de dois aspectos fundamentais: o tributário e o imigratório.
“O planejamento adequado nestas áreas é fundamental não apenas para garantir a conformidade legal, mas também para otimizar a situação financeira do imigrante e evitar impostos desnecessários”, alerta o contador Diego Ramos. Experiente no assunto, com 15 anos de experiência profissional nas áreas de contabilidade e auditoria, ele ressalta que imigrar para os EUA pode ser um processo desafiador e oneroso e que antes de embarcar nessa jornada é preciso compreender as obrigações fiscais para evitar problemas legais e financeiros. Assessoria
Contador Diego Ramos tem 15 anos de experiência e alerta para uma imigração segura
Em 2022, ele visitou pela segunda vez os EUA com o objetivo de turistar sem intenção de aplicar o visto EB2NIW, que permite a obtenção de residência permanente sem a necessidade de uma oferta de emprego. No entanto, através de pesquisa minuciosa, revisão de jurisprudências e a participação em fóruns de imigração, começou a reunir a documentação necessária e descobriu que cumpria os sete requisitos do visto e que os EUA estavam e ainda estão precisando de contadores.
Essa dedicação culminou em um pedido de 337 páginas, que demonstrava seu mérito substancial como contador e o quão seu trabalho seria benéfico para o país. Após um longo processo, o tão esperado green card chegou em casa em julho de 2024 sem necessidade de entrevista.
De acordo com o Itamaraty, 2,2 milhões de brasileiros residem nos Estados Unidos atualmente. Esse número expressivo reflete o crescente interesse em viver e trabalhar em solo americano. Ramos, que possui um escritório em Orlando, na Florida, atendendo nos 50 estados americanos, explica que toda renda obtida em solo americano é obrigatoriamente tributada, e a alíquota inicia em 10% podendo chegar ao teto de 37%, de acordo com o total de renda no ano. É fato que o IRS, a Receita Federal americana, irá querer participar da renda auferida nos EUA, conforme diz a lei.
“A imigração pode começar com o visto de turista B2 e, posteriormente, ser ajustada para o visto de estudante F1”, pontua o contador. Imigrantes que obtém renda passiva, como investimentos, também podem ser tributados, mesmo que estejam sob os vistos de turistas ou estudantes. Isso significa que é importante entender como o sistema tributário americano funciona e quais formulários de declaração de impostos — como o Form 1040 para residentes e o Form 1040NR para não residentes — precisam ser preenchidos.
É importante ressaltar que necessidade de planejamento tributário se dá porque uma vez que está em solo americano por mais de 183 dias no ano corrente ou a partir do momento que obtém o greencard, o IRS (Receita Federal Americana) trata o indivíduo como residente fiscal e por isso indivíduo para a ter a responsabilidade do que chamamos de obrigação de oferecer a tributação toda e qualquer renda obtida dentro e fora dos Estados Unidos.
Todo esse processo pode ser desburocratizado e agilizado de acordo com orientação profissional. “Não é porque você está saindo do Brasil que as obrigações tributárias e fiscais ficam para trás ou podem ser ignoradas. Pelo contrário, na maioria dos casos, as obrigações duplicam, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Planeje com antecedência e prepare-se para cumprir suas responsabilidades fiscais tanto no Brasil quanto nos EUA”, conclui.
Informação: Diego Ramos Correa + 1 (407) 970-8142
diego@all7service.com
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Instagram: @all7service

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