
“E aí, meu prefeito… o que você tem para dizer? São três salas sem médicos. Só duas salas com médicas atendendo. Mas, só as duas não conseguem. Olha o fluxo de pacientes, a demanda é grande. Tem gente na espera desde às 8h. É descaso. Três salas sem médicos”, desabafa uma paciente que buscava atendimento médico na UPA Morada do Ouro, em Cuiabá.
Em um vídeo gravado nas dependências da unidade e recebido pelo nesta quinta-feira (16), uma mulher, que preferiu não se identificar, denuncia superlotação, demora no atendimento e relata falta de médicos, mesmo com consultórios vazios. No registro, ela aponta que apenas duas salas estariam atendendo, enquanto outras estariam fechadas, o que estaria agravando a espera de pacientes gerando grande número de pessoas para serem atendidas.
A denunciante também reclama da falta de estrutura básica, como cadeiras e água. Segundo ela, há pessoas aguardando desde as 7h da manhã e o tempo de espera já passava de cinco horas. “Não tem cadeira, não tem água digna. Tá crítico o atendimento aqui. A gente tá com dor. Tem que ter organização. Cadê os médicos? Três salas desocupadas e duas atendendo pacientes classificados como amarelo”, diz.
Por fim, a mulher afirma que já estava há mais de cinco horas esperando e reforça que, segundo ela, apenas dois médicos estariam atendendo no momento da gravação. “Eu estou há cinco horas aqui. Não tem médico. Tem só dois médicos. Tem gente desde sete horas da manhã. É isso que tá acontecendo aqui”, conclui.
Em nota, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), negou a falta de médicos e informou que, às 17h desta quinta-feira (16), a UPA Morada do Ouro contava com sete médicos de plantão, sendo dois pediatras e cinco clínicos gerais, além de profissionais no box de emergência e médicos visitadores.
A gestão ainda destacou que o município atravessa um período de alto fluxo nas unidades e que, nesta data, a UPA Morada do Ouro concentrava o maior número de pacientes em atendimento.
A pasta reforçou que o atendimento segue o protocolo de classificação de risco, no qual pacientes com pulseira amarela são considerados prioritários. Já os casos classificados com pulseira verde, por não apresentarem risco imediato de morte, podem aguardar mais tempo conforme a gravidade.

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