
Cão farejador encontrou, na manhã desta quarta-feira (20), o corpo de José Wallefe dos Santos Lins, 28, sequestrado e assassinado por membros do Comando Vermelho. Ele foi levado no dia 9 de agosto junto com a esposa e o filho – liberados pelos criminosos horas depois. José era membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e se mudou de Alagoas para Mato Grosso.
De acordo com as informações repassadas ao , o Corpo de Bombeiros seguiu coordenadas repassadas pela Polícia Civil. Com a ajuda do cão farejador, ele apontou uma área do terreno no meio da mata.
Após alguns minutos de escavação, o cão encontrou uma perna. A Perícia Oficial (Politec) foi acionada para fazer a escavação e a retirada do corpo da área.
Ao Cadeia Neles, o delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Nilson Farias, afirmou que um inquérito vai identificar e punir os responsáveis pelo crime.
“Sabe-se que é um crime de facção. A vítima era faccionada no Nordeste, veio para cá e foi assassinado”, disse. Além disso, o delegado destacou os sinais de tortura no corpo da vítima, característica dos crimes cometido entre facções rivais. “Ato covarde”, disse ele.
José foi reconhecido pelas tatuagens. O corpo foi recolhido e encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).
O sequestro
Polícias Militar e Civil conseguiram, após horas de diligências, encontrar mãe e filho de um ano que foram sequestrados pelo Comando Vermelho. Família, que é de Maceió (AL) foi levada pela facção no sábado (9), em Várzea Grande. Uma mulher está presa e outra é procurada.
Ariane da Silva Cerqueira, 27, e o filho dela, Gabryel Myguel Cerqueira Lins, de um ano, foram abandonados pelos faccionados perto da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Ipase. O menino está bem, sem ferimentos. Mas, Ariane está com várias lesões pelo corpo, além de estar com o braço fraturado.
Conforme as informações apuradas pelo , a equipe do Polícia Militar e da Polícia Civil começaram as diligências assim que o Núcleo de Pessoas Desaparecidas foi informado sobre o sequestro da família.
Foi descoberto que uma mulher de 31 anos foi responsável por cuidar da criança enquanto o crime era cometido contra os pais dela. Polícia conseguiu chegar até a suspeita.
Ao ser questionada, confirmou que ficou com o menino por um dia, mas que, em seguida, a entregou para uma segunda suspeita – que também teria participado da tortura contra Ariane e que o pai do menino foi levado para ser morto.
Uma vizinha do casal também está desaparecida. É uma jovem transexual de 21 anos, que tentou impedir o sequestro da família. Caso segue em investigação.
*Colaborou Rafael Ávila

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