Vídeo – Após confusão com servidores, Júlio garante votação do veto de aumento aos servidores do judiciário

Imagem

O vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Júlio Campos (União), afirmou que defenderá e exigirá a colocação em pauta da votação do reajuste de 6,8% da Revisão Geral Anual (RGA) direcionado aos servidores do Poder Judiciário do estado ainda nesta quarta-feira (9).  

 

A declaração do parlamentar ocorre em meio ao impasse sobre a apreciação da matéria, respaldada por determinação do Tribunal de Justiça (TJMT) após a Mesa Diretora solicitar adiamento para o dia 7 de outubro, para que o projeto seja pautado no Legislativo.  

 

O posicionamento do deputado foi manifestado durante uma entrevista concedida no Salão Negro do parlamento estadual, marcada por momento de tensão. Diante do barulho provocado por servidores que acompanhavam a coletiva, o deputado chegou a pedir a intervenção da segurança para retirar manifestantes do local e acabou vaiado. No entanto, ao interpelar o grupo e esclarecer que falava em defesa da categoria, revertendo a reação do público, passou a ser aplaudido.

 

Leia também – Júlio descarta apoio a Pivetta na campanha, mas garante boa convivência em eventual governo

 

 “Nós não podemos descumprir ordens judiciais, independentemente de quem quer que seja, no Executivo, no Legislativo ou no Judiciário”, declarou Júlio Campos, ao citar a decisão da desembargadora Helena Maria Bezerra, que indeferiu recurso da Casa e determinou a pauta do tema. “Se eu estivesse presidindo a sessão, eu vou exigir que coloque em pauta essa votação para cumprir a decisão, bem como me poderia defender junto aos colegas para que ela seja aprovada.”  

 

O parlamentar argumentou que o impacto financeiro da concessão do RGA não compromete os cofres do Executivo estadual, uma vez que a dotação orçamentária é proveniente do próprio Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).  Não interfere no orçamento do governo. O Secretário de Fazenda não tem nada a ver. É recurso próprio do Judiciário”, afirmou. “E quero dizer aos senhores servidores: da minha parte, o meu voto é sim favorável aos 6,8%.”, completa.  

 

A resistência do Palácio Paiaguás à aprovação da matéria fundamenta-se no temor de um efeito cascata sobre as demais categorias do funcionalismo público estadual. O Palácio alega aos parlamentares da base aliada que a concessão do índice a uma categoria específica pode gerar pressão por isonomia entre outros setores da administração.  

 

Ao rebater a alegação governista sobre as demais carreiras, Júlio Campos defendeu a autonomia financeira das instituições. “O governador alega: ‘Ah, mas se for aprovado no Judiciário, como é que fica para as outras categorias?’ Fica… Cada um se vira com a sua categoria! Se depender de mim, nós estaremos votando ainda hoje o aumento para vocês”, finaliza.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*