Vereador prega obediência e cutuca rebeldes; ‘aprender a cumprir ordens

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A decisão da direção nacional do PL de selar apoio ao MDB em Mato Grosso deu início a uma crise interna no partido e expôs a diferença de posturas dentro da bancada bolsonarista na capital. Enquanto lideranças como o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), reagem publicamente contra o acordo, o vereador e candidato a deputado federal Rafael Ranalli (PL) decidiu seguir o caminho oposto e pregar disciplina e obediência cega às ordens da cúpula.

 

A composição oficializada no domingo coloca a deputada estadual Janaína Riva (MDB) dividindo a chapa majoritária ao Senado com o deputado federal José Medeiros (PL), em um movimento chancelado por Flávio Bolsonaro (PL) e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). A aliança gerou atrito com a ala mais radical da legenda, que rejeita qualquer proximidade com o MDB.

 

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Abílio chegou a sinalizar que não pretende pedir votos para a emedebista, postura que tem sido acompanhada por prefeitos do interior, que ameaçam até desfiliação. Já na contramão da resistência, Ranalli saiu em defesa da aliança e mandou um recado direto aos colegas de legenda que criticam a cúpula nacional.

 

“Eu sempre deixei claro que sou um soldado do Bolsonaro. Sou bolsonarista raiz e concordo com todas as orientações. Para quem o PL mandar pedir voto, eu vou pedir. Bolsonarista tem que aprender a cumprir ordens. Se a decisão veio da direção nacional, cabe a nós seguir”, declarou o vereador.

 

Ao defender o pragmatismo da coligação, Ranalli rebateu a postura dos correligionários resistentes e acusou parte dos eleitos pela “onda bolsonarista” de falta de fidelidade partidária no momento de acatar estratégias eleitorais.

 

“Antes de querer mandar, a pessoa precisa aprender a obedecer. Vejo muita gente que foi eleita na onda do bolsonarismo em 2022 e que agora, na hora de cumprir uma decisão da direção nacional, não quer obedecer”, disparou.

 

O argumento central para contornar o descontentamento da militância é a necessidade de palanque forte para Flávio Bolsonaro no Estado. Segundo Ranalli, a entrada de Janaína Riva na chapa busca preencher lacunas do PL no eleitorado feminino e em segmentos onde a sigla enfrenta maior resistência, como a comunidade LGBTQIAPN+.

 

Apesar da defesa veemente de Ranalli, o clima dentro do PL estadual segue em conflito, expondo o dilema da sigla em Mato Grosso entre manter a coerência do discurso ideológico tradicional ou adotar o pragmatismo das coligações de olho em 2026.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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