UFMT inaugura Sala de Acolhimento e estuda medidas de segurança no campus

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A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), inaugurou nesta quarta-feira (17), a Sala de Acolhimento para atendimento e escuta de alunas e servidoras que tenham passado por situações de assédio dentro da faculdade. A medida, segundo a reitora da UFMT, Marluce Aparecida Souza e Silva, é o primeiro instrumento concreto oferecido à comunidade da Secretaria de Direitos Humanos, criada em sua gestão. 

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“A Secretaria foi constituída e aprovada pelo Conselho Diretor em fevereiro de 2025 e agora nós estamos, então, constituindo uma equipe multidisciplinar para atendimento, proteção, segurança, encaminhamento, acolhimento, encaminhamento jurídico, encaminhamento médico, psicológico, social, para as nossas estudantes, para as nossas servidoras e servidores”, pontuou Marluce. 

A gestora afirma que a Sala de Acolhimento vem como uma ferramenta para a construção de um ambiente menos hostil. “Essa Sala de Acolhimento é um instrumento para que a gente traga para o ambiente universitário um entendimento entre todos nós, de forma que a gente possa ter um local de trabalho digno e favorável”, esclarece.

A reitora explica ainda que o local deve funcionar das 07h30 às 22h30, sem interrupções. A sala está localizada dentro da Faculdade de Direito da Universidade e será composta por profissionais remanescentes da UFMT que prestarão atendimento jurídico, psicológico e social a quem quer que compareça ao espaço. 

Nos últimos meses, a UFMT foi o cenário do homicídio de Solange Aparecida Sobrinho , e de casos de agressão e importunação sexual de estudantes. Quando questionada sobre o complexo momento que vive a instituição , Marluce reconhece a necessidade de implantar melhores medidas de segurança.

“A Universidade sempre ofereceu muitos riscos, porque ela é um espaço público, assim como é uma cidade. Por aqui atravessam todas as pessoas, a gente tem muitas fragilidades no cercamento e na proteção desse espaço físico. Então, nós estamos oferecendo o atendimento, mas estamos trabalhando também com a iluminação do campus, aumentando a iluminação, aumentando a segurança, realizando novos contratos com especialistas em segurança. E nós vamos trazer para a Universidade alguns instrumentos que nos protejam mais”, afirmou Marluce. 

A gestora pontua ainda que a UFMT aderiu ao programa Vigia Mais MT, da Secretaria de Estado de Segurança Pública e que as câmeras de vigilância já estão sendo instaladas pelo campus. Marluce reforça que não gostaria do policiamento ostensivo na Universidade, visando outro projeto de vigilância cidadã. 

“Nós queremos também uma vigilância cidadã. Ela será formada por nós, dentro da universidade. Nós criaremos um protocolo de abordagem respeitoso aos nossos estudantes e aos nossos professores e evitaremos ao máximo a presença de policiamento ostensivo dentro da universidade. Eles somente virão quando eles realmente forem chamados. Uma ocorrência que esteja fora do nosso controle e que a gente tenha que comunicar às autoridades”, finaliza. Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Link da Matéria – via RD News

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