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Bruno Vinícius Rodrigues, Vitor Weslen Amorim de Albuquerque e Jhully Gabrielly Batista de Souza foram condenados 66 anos de prisão em regime inicial fechado pelo homicídio do motorista de aplicativo Jonas de Almeida Silva , de 26 anos, ocorrido em março de 2019. A decisão é do Tribunal do Júri de Várzea Grande.
Conforme o Ministério Público, Bruno Vinícius foi condenado a 25 anos, já Vitor Weslen teve pena de 21 anos e Jhully Gabrielly recebeu pena de 20 anos de prisão. Eles foram condenados pelos crimes de organização criminosa armada, cárcere privado, tortura, homicídio triplamente qualificado e vilipêndio a cadáver.
Os crimes ocorreram em 27 e 28 de março de 2019. Jonas desapareceu após aceitar uma corrida pelo aplicativo. Dias depois, seu corpo foi encontrado carbonizado em uma área de mata no bairro São Benedito. Nos autos, ele é descrito como um jovem trabalhador, honesto e pai de uma menina.
Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que os réus atuavam em nome de uma facção criminosa, mantendo a vítima em cárcere privado, submetendo-a a tortura e, posteriormente, executando-a com extrema violência. O corpo foi ainda vilipendiado, numa tentativa de dificultar a identificação da vítima e as investigações dos crimes.
Os jurados acolheram integralmente os argumentos do Ministério Público, reconhecendo as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Após a leitura da sentença, a juíza presidente fixou as penas de reclusão para cada condenado, determinando que todos permaneçam presos.
O promotor de Justiça responsável pelo caso destacou que a decisão representa uma afirmação da civilização contra a barbárie e reafirma o papel do Tribunal do Júri como guardião da vida humana. “Foi uma resposta justa e firme à crueldade praticada. O Júri reafirmou que a vida não pode ser violada impunemente”, afirmou o representante do Ministério Público.
O caso, que teve ampla repercussão social e mobilizou familiares, autoridades e a imprensa, entra para a história como uma das condenações mais emblemáticas de Várzea Grande, reforçando o compromisso do Tribunal do Júri com a defesa da vida e o enfrentamento à impunidade.
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