
Três meses depois do início do conflito, em meio a avanços nas negociações de paz, os Estados Unidos impuseram novas sanções ao comércio de petróleo do Irã. O Departamento do Tesouro norte-americano afirmou ter sancionado oito embarcações envolvidas no transporte de petróleo bruto e derivados para os mercados globais.
O objetivo é impedir que o adversário use a receita petrolífera para financiar e reconstruir as forças armadas e capacidades militares.
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Segundo o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin, entrevistado pelo programa Conexão Record News, as sanções impostas ao Irã não são de agora, mas, na verdade, de muitos anos, justamente pelo seu programa nuclear e de mísseis.
Inclusive, de acordo com ele, Trump criticou Obama pela falta de observação ao crescimento do governo iraniano como potência de mísseis e material atômico.
“Tem uma outra questão que está sendo negociada, que são 29 bilhões de dólares que estão congelados, que pertencem ao Irã pela venda de petróleo […] São as sanções impostas ao Irã durante anos […] O Irã quer muito que os seus recursos sejam descongelados e que as sanções caiam, mas, ao mesmo tempo, o Irã quer manter o seu urânio enriquecido. As duas coisas não são conciliáveis”, argumenta o especialista.
Quem está vencendo a guerra?
Brustolin aborda também a questão da legalidade da guerra do Oriente Médio. Segundo ele, Trump não tem opções legais para continuar os embates, ou seja, ele precisa e quer encerrar o combate, já que não tem autorização do Congresso para permanecer por mais tempo. Mas, para que isso seja realizado, os Estados Unidos precisam estar à frente tanto no nível tático quanto no estratégico.
“O Irã foi bastante atingido em nível tático, teve sua infraestrutura militar bastante alvejada, mas, no nível estratégico, o Irã usa sua geografia, regulando o estreito de Ormuz e projetando poder no restante do mundo inteiro”, enfatiza.
Segundo Brustolin, portanto, até o momento, os Estados Unidos estão vencendo em nível tático. No nível estratégico, Trump enfrenta um impasse a partir da questão do estreito de Ormuz. Há ainda um terceiro nível, o político. Para este, aponta o entrevistado, configura-se uma derrota norte-americana, já que os aiatolás continuam no poder a despeito da morte de Ali Khamenei e o programa nuclear de Teerã segue ativo.

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