Testemunha diz que conveniência palco de assassinato era ‘ambiente pesado’, onde as pessoas ‘bebem muito’

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O júri popular de Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz em uma conveniência na Praça do Choppão, em Cuiabá, em abril de 2023, foi retomado na tarde desta segunda-feira (12), após intervalo para almoço. O primeiro a depor foi a testemunha Gilson Vasconcelos Tibaldi de Amorim Silva, amigo do réu e apontado como uma das pessoas que estavam no local no momento da confusão.

 

Durante o depoimento ao promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins, Gilson afirmou que acompanhava Mário no dia do crime e que os dois pararam na conveniência apenas para comprar cigarros. Segundo ele, ao chegar ao posto, o acusado cumprimentou algumas pessoas que estavam do lado de fora do estabelecimento e acabou se desentendendo com Thiago Ruiz.

 

“Quando ele entrou, ele cumprimentou algumas pessoas ali fora e, naquele momento, ele teve um desentendimento com esse rapaz”, afirmou a testemunha. Gilson contou ainda que observou a movimentação de dentro do carro e decidiu descer para chamar o amigo embora. “Eu falei: ‘bora, vamos pegar o cigarro’. Mas ele falou: ‘não, vamos tomar uma aqui’”, disse.

A testemunha relatou que, depois disso, os dois sentaram-se em uma mesa dentro da conveniência e, minutos depois, Thiago entrou no local e sentou-se com eles. Questionado sobre o ambiente da conveniência, Gilson classificou o local como “pesado”.

 

“Na verdade, aquele ambiente ali é conhecido. Um ambiente ruim; o pessoal bebe muito. Todo mundo que mora em Cuiabá sabe. Lugar meio pesado ali”, declarou durante o júri.

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O promotor também questionou a testemunha sobre um trecho do depoimento prestado anteriormente à polícia, em que teria afirmado que a vítima disse “esse cara tá me tirando”, em referência a Mário. Gilson afirmou não se recordar da frase exata usada no depoimento.

 

Ainda durante a oitiva, Gilson confirmou que havia outros policiais no local naquela noite e que a região era frequentada por diversos públicos. Ele também disse que não conhecia o policial Valfredo, citado anteriormente no julgamento como a pessoa que teria apresentado Thiago a Mário antes do início da discussão.

 

O julgamento segue com oitiva de Gilson.

Mário Wilson é acusado de matar o policial militar Thiago Ruiz após uma discussão dentro da conveniência. A defesa sustenta que houve uma reação motivada por “fundada suspeita” e disputa pela arma da vítima antes dos disparos.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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