Suposto líder de grupo de extorsão contra empresários andava em carros de luxo

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Apontado pela Polícia Civil como líder de um grupo criminoso que ameaçava e extorquia comerciantes  de Várzea Grande, O.R., conhecido pelo apelido de Shelby,  acumulou patrimônio incompatível, entre eles veículos de alto padrão, uma vez que não tinha efetivamente um trabalho formal . 

A investigação da Gerência e a Delegacia de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco) apontou que Shelby circulava com veículos como um Jeep Compass, um Land Rover Evoque e um Mercedes Benz. Ele usava o apelido do personagem de uma série policial a fim de esconder sua identidade e intimidar as vítimas extorquidas.

O investigado foi visto dirigindo o Mercedes que, assim como os modelos Evoque e Compass, estava registrado em nome da esposa, também alvo da operação. A decisão do juízo do Núcleo de Inquéritos Policiais da capital determinou o sequestro dos veículos. 

PJC

Depois que a Polícia Civil iniciou a investigação para apurar o esquema de extorsão contra comerciantes de peças de veículos, no camelódromo de Várzea Grande, o casal trocou constantemente de veículos, a fim de despistar e evitar que os carros fossem objeto de medidas judiciais. 

As investigações da GCCO, iniciadas em novembro do ano passado, levantaram que Shelby e um comparsa, também preso na operação, extorquiram lojistas a pagar uma taxa de 5% sobre o faturamento mensal sob ameaças de morte, violência física e de terem seus estabelecimentos incendiados, em caso de recusa. As represálias violentas se estendiam ainda a funcionários e familiares das vítimas.

Como já informado pelo , ao saber da investigação, Shelby foi até o Aeroporto Marechal Rondon, comprou uma passagem à vista para o Rio de Janeiro e se escondeu na Favela da Rocinha .

O delegado Antenor Pimentel Marcondes lembrou a dificuldade em adentrar na favela, que hoje é um dos “redutos da criminalidade”. “A gente teve que lidar com esse percalço. Hoje a Rocinha é um reduto da criminalidade. Não que a gente não possa chegar à Rocinha, mas tem que ser uma operação de guerra. O STF [Supremo Tribunal Federal] já disse que não pode”, afirma.

No entanto, segundo o delegado, Shelby continuou sendo monitorado. Na quinta-feira (06), ele voltou para Cuiabá e tentou mudar de casa para dificultar as atividades da polícia, mas acabou preso nesta segunda.

A estratégia criminosa de extorsão é a mais recente usada pela facção criminosa para captar recursos ilícitos, chamada de ‘taxa de funcionamento’. Para forçar os comerciantes a pagar as taxas, os criminosos monitoravam as rotinas das vítimas e mantinham presença constante nos estabelecimentos. Além disso, Shelby fazia chamadas de vídeo para intimidar as vítimas, definindo os valores exigidos e os métodos de pagamento, ao que chamava de ‘projeto’ e alegava ter contato direto com criminosos presos que seriam seus líderes. 

Shelby responde a ações penais pelos delitos de homicídio, furto, roubo e integração de organização criminosa.

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Link da Matéria – via RD News

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