
O Campeonato Mato-grossense 2026 continua sendo transmitido ao vivo pela TV Centro América (TVCA), cujo contrato, assinado com o então interventor da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Luciano Hocsman, expira apenas em 2027. A segunda opção para o torcedor que pretende acompanhar os jogos do seu clube pela internet é via canal oficial da federação no YouTube, a FMF TV.
O problema é que a entidade rompeu com a produtora local que exibia os jogos até o ano passado e contratou uma empresa concorrente do Rio Grande do Norte. Diferente das transmissões anteriores, nas quais narradores, repórteres e comentaristas eram profissionais da imprensa local, a nova detentora dos direitos tem escalado profissionais de outros estados. Estes profissionais sequer comparecem aos estádios, utilizando o sistema conhecido como “off-tube”: o áudio de narração e comentários é gerado remotamente, e apenas o cinegrafista é contratado localmente para captar as imagens.
Leia também – Prefeitura reforça orientação contra ocupação irregular de calçadas no Centro de Cuiabá
A estratégia adotada pela FMF gerou uma “avalanche” de críticas nos chats das transmissões. Torcedores denunciam desde a instabilidade do sinal de internet, que interrompe constantemente a geração de imagens, até a total falta de identidade com o futebol mato-grossense. Um exemplo crítico ocorreu na última terça-feira (13), em Chapada dos Guimarães, quando o segundo gol do Mixto não foi exibido ao vivo.
A imagem só foi recuperada minutos depois, com a empresa atribuindo a falha à conexão de internet. A torcida não perdoou: “Transmissão amadora, que vergonha”, protestou um internauta.
Na tarde desta quarta-feira (14), a situação se agravou. Após publicarem um template (capa de chamada do vídeo) com o escudo de um dos clubes trocado, a empresa excluiu o link da transmissão da partida entre Operário de Várzea Grande e Luverdense, sem oferecer qualquer explicação. Além disso, sucessivos erros, como a troca de nomes de atletas e de escudos, evidenciam o despreparo da nova equipe técnica.
O jornal A Gazeta apurou que Luciano Hocsman havia acertado verbalmente as transmissões com o Canal Goat, considerado um dos maiores do país no segmento de streaming. No entanto, um conflito de interesses com a TVCA, que vetou a transmissão das finais pela plataforma, impediu a assinatura do contrato. Com o impasse, os clubes não receberam a cota de direito de imagem prometida, no valor de R$ 25 mil.

Faça um comentário