Setor madeireiro de MT pede socorro ao Governo após tarifaço dos EUA

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A Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), em parceria com Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem) realizou, na manhã desta quarta-feira (13), durante o debate institucional sobre os impactos da tarifação de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiro, a formulação de uma carta que será enviada ao governo do Estado, à Assembleia Legislativa de Mato Grosso e ao Governo Federal. O documento deve conter um pedido de medidas que visam a manutenção das empresas do setor madeireiro do estado, impactadas diretamente pela tarifação. 

Thalita Queiroz/Rdnews

“São mais de 12 mil empregos diretos e mais de 40 mil empregos indiretos, mas que impacta 40% desse setor que são as empresas que vendem exclusivamente para os Estados Unidos. O intuito ao final da reunião é que a gente tenha um documento que possa ser enviado tanto ao Governo do Estado como ao Governo Federal. Uma carta buscando as soluções, pedindo, realmente, a intervenção de medidas do Estado para que a gente possa, pelo menos, amenizar essa situação”, esclareceu Silvio Rangel, presidente da Fiemt.

O gestor explica ainda que o pedido de ajuda se dá em um momento em que parte das empresas já vislumbra dar férias coletivas e pensa em demissões, devido a não conseguir manter o funcionamento normal após a tarifação nos produtos. Simultaneamente, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Madeireiras de Juína, João Alvez da Luz, pontuou que a preocupação do setor é traduzida em números, relatando que, na região de Juína, por exemplo, cerca de 180 empresas são voltadas ao setor madeireiro.

“Cada trabalhador que está dentro de uma fábrica trabalhando tem a família dele. Tem vários outros setores que vivem do setor madeireiro, na nossa região praticamente 80% dos empregos é do setor madeireiro, da base florestal”, refletiu o presidente.

De acordo com o presidente da Fiemt, entre as medidas que ele acredita poderem auxiliar na situação atual, estão a possibilidade de um financiamento para essas empresas, tal como a diminuição de taxas de juros e impostos, e a abertura de linhas de créditos.

Para o presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem-MT), Ednei Blasius, uma das motivações para a formulação do documento é a falta de atuação prática do governo estadual com relação aos impactos no setor após a tarifação ter sido aplicada.

“Nós temos que trabalhar junto com o Governo do Estado, talvez, para ver uma outra mesa federal, uma possível linha de crédito para ajudar a manter e organizar, tentar buscar uma solução para que a gente conserve os empregos. Agora, a nossa principal preocupação é para a manutenção dos empregos” concluiu Ednei.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Link da Matéria – via RD News

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