
O servidor público do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Mauro Ferreira Filho, investigado por envolvimento no esquema de fraudes em mais de R$ 21 milhões da Conta Única do Judiciário mato-grossense , teve o mandado de prisão cumprido, na manhã desta quinta-feira (07), após se apresentar na Delegacia Especializada de Estelionato (Decon) de Cuiabá, na presença de seu advogado.
Mauro é investigado no âmbito da Operação Sepulcro Caiado e era o único alvo de mandado de prisão preventiva que ainda não havia sido localizado. Ele era considerado foragido da Justiça desde o dia 30 de julho, quando foi deflagrada a operação. Reprodução
No detalhe, o servidor do TJMT Mauro Ferreira Filho
As investigações da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá identificaram um sofisticado esquema de fraudes ligadas a processos judiciais e com a participação de empresários, advogados e servidores públicos do Poder Judiciário.
Conforme publicado pelo , de acordo com o delegado à frente das investigações, Pablo Carneiro, a atuação de Mauro no esquema foi crucial para mascarar desvios no TJMT , por isso demorou a ser descoberto visto que parecia algo legítimo.
Na operação, foram cumpridos mais de 160 ordens judiciais, sendo 11 mandados de prisão preventiva, 22 mandados de busca e apreensão, 16 ordens de bloqueio judicial totalizando mais de R$ 21,7 milhões, além de 46 quebras de sigilo fiscal e bancário e sequestro de 18 veículos e 48 imóveis. As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e em Marília (SP).
Os alvos de mandados de prisão preventiva respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, estelionato, falsificação de documento particular, falsidade ideológica, uso de documento falso, peculato, patrocínio infiel e lavagem de capitais.
Continuidade às investigações
Na quarta-feira (6), o Superior Tribunal de Justiça expediu decisão para que a Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá dê continuidade às investigações da Operação Sepulcro Caiado.
A decisão que delegou a atribuição investigativa de volta à Delegacia de Estelionato destacou a necessidade da análise detalhada dos elementos colhidos no âmbito da operação com vistas a assegurar a unidade de investigação e a racionalização da persecução penal.
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