Ser religioso e patriota o blinda de punição por cometer crimes?

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“São 6h da manhã. A Polícia Federal veio aqui na casa de um patriota, de um bispo da igreja, com a arma na mão. É assim que o Brasil está”. Esses foram os argumentos apresentados pelo ex-secretário de Várzea Grande, Gustavo Duarte, para contestar a presença da Polícia Federal na sua casa, nesta sexta-feira (14).

O secretário demitido é acusado de propagar informações falsas durante a campanha eleitoral de 2024, em Várzea Grande.
As justificativas do bispo não são minimamente razoáveis, pois ser religioso, patriota e “cidadão de bem” torna qualquer cidadão imune a cometer crimes e o livra de investigação?

O discurso do ex-secretário não é novo, nem exclusivo dele, mas aplicado por pessoas de extrema-direita envolvidas em todo tipo de delitos no país.

Ser religioso e patriota não coloca a “capa da imunidade”. Um dos casos mais famosos é de João de Deus, que se apoiava na fé para abusar de mulheres, há também quem exige dinheiro de fiéis que buscam nos templos um pouco de acalento. Sem falar nos condenados pela invasão e destruição da sede dos 3 Poderes em Brasília, que agora esperam a aprovação do PL da Anistia para se livrarem da responsabilidade pelo dano ao patrimônio que é de todos os brasileiros. Só para citar exemplos.

 

Todos são passíveis de investigação, independente de ser religioso ou ateu, trabalhador ou não.

Após todo o escândalo feito e desqualificação da Polícia Federal, ele acabou preso.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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