Senar MT oferece curso para indígenas da aldeia Kaupuna

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O acesso ao conhecimento tem transformado a realidade de produtores rurais em diferentes regiões de Mato Grosso, e nas comunidades indígenas esse avanço também já é percebido. Na Aldeia Kaupuna, localizada em Gaúcha do Norte, indígenas participaram de diversos cursos promovidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT), em parceria com o Sindicato Rural do município.

 

As capacitações são realizadas conforme as necessidades da comunidade e envolvem temas ligados à produção local e ao fortalecimento das atividades desenvolvidas na aldeia, como atendimento ao cliente, cultivo de pomar, manejo de pequi, mandioca, abacaxi e outras culturas tradicionais.

 

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Além de levar qualificação técnica, os cursos têm contribuído para ampliar oportunidades, incentivar a organização da produção e fortalecer a autonomia das famílias indígenas.

 

O presidente do Sindicato Rural de Gaúcha do Norte, Valdomiro Schultz, destacou a importância de levar capacitação para todas as comunidades do município.

 

“Nosso compromisso é garantir que o conhecimento chegue a todos que vivem e produzem no campo. Os cursos realizados aos indígenas da Aldeia Kaupuna representam uma oportunidade de crescimento, geração de renda e valorização das tradições locais, sempre respeitando a cultura e a realidade da comunidade”, afirmou.

 

O mobilizador sindical Arthur Brazil ressaltou o envolvimento dos participantes e o impacto positivo das ações.

 

“Ver o interesse da comunidade em aprender e aplicar os conhecimentos na prática mostra como a qualificação faz diferença. Os cursos são pensados para atender as demandas deles e contribuir diretamente com as atividades desenvolvidas na aldeia”, explicou.

 

Representando a comunidade, o indígena Mayawari Mehinako agradeceu a parceria e destacou a importância do acesso ao conhecimento para os povos indígenas.

 

“Quero agradecer muito ao Sindicato Rural, na pessoa do presidente, e ao Senar MT, por reconhecerem a necessidade dos povos indígenas em buscar conhecimento e estudar. Esse curso representa respeito e dignidade para nossa comunidade”, afirmou.

Mayawari também destacou a participação das mulheres nas capacitações e a aplicação prática do aprendizado dentro da aldeia.

 

“Fiquei muito feliz em ver homens e mulheres participando juntos. As mulheres também têm o direito de estudar, trabalhar e buscar conhecimento. O que aprendemos aqui já está sendo aplicado na nossa realidade e isso faz toda diferença”, completou.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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