
A senadora Margareth Buzetti (PP) saiu em defesa da aprovação do projeto de lei que altera o Código Eleitoral e prevê o “voto impresso” no Brasil. A progressista ressalta que o objetivo não é que o eleitor possa levar pra casa o voto impresso, mas possibilitar eventual auditoria com contagem.
“Eu votei a favor porque eu acho que nós temos que apaziguar isso. O Brasil gasta muito, gasta mal. Qual é o problema em fazer o voto auditável? Não é voto impresso para a pessoa levar para casa. É o voto auditável que tem na urna”, argumenta.
Na semana passada a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado por 14 votos a 12, o texto-base do projeto de lei complementar do novo Código Eleitoral para que seja obrigatória a impressão do voto pela urna eletrônica. Os senadores mato-grossenses Jayme Campos (União Brasil) e Buzetti (PP) votaram favoráveis ao destaque.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
A proposta, apresentada pelo senador Espiridião Amin (PP-SC) prevê que a urna eletrônica imprima os votos como forma de conferência. Após impresso, o eleitor confere a correspondência e deposita esse boletim em uma caixa lacrada. “Vamos acabar com essa desconfiança. Eu não tenho desconfiança da urna, mas a metade dos brasileiros tem. Então, vamos agir para tirar essa dúvida e eu não tenho problema nenhum em fazer o voto auditável”, defende.
Questionamentos sobre a segurança das urnas ganharam força nos últimos anos, desde 2018, graças a discursos inflamados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados. As urnas eletrônicas começaram a ser utilizadas no Brasil em 1996.
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