Senador critica pena imposta pelo STF à Bolsonaro e diz: “Fora da casinha”

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O senador Jayme Campos (União Brasil) criticou a severidade das penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) e mais sete réus acusados de trama golpista. Para ele, o ministro Luiz Fux está com a razão no voto divergente e o STF extrapola os limites constitucionais.

“Eu acho que houve um exagero, meio fora da casinha. Bolsonaro já está preso na casa dele. O Supremo exagerou muito em relação às condenações. A decisão do Fux, tem razão, processo dele [Jair Bolsonaro], deveria   ocorrer na primeira instância”, opina o parlamentar mato-grossense.

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Jayme, que está em Cuiabá, diz que decisão se respeita e opina que agora é necessário aguardar o transcorrer dos próximos capítulos, já que as defesas ainda devem recorrer da condenação e tentar levar o caso para a apreciação do Plenário da Corte do STF. “Foi uma invasão sem cabeça e sem comando”, acredita.

Questionado se vê clima para que o Congresso aprove a anistia para Bolsonaro e os demais condenados pela suposta trama golpista e os ataques aos Três Poderes em 8 de Janeiro, Jayme ressalta que isso é um outro processo que depende de apoio da maioria na Câmara e no Senado. “Uma decisão emblemática que passa por algumas comissões especiais”, frisa, ponderando que não é possível saber se o tema vai prosperar.

Apesar disso, Jayme ressalta que é necessário rever, com urgência, as penas excessivas impostas a alguns dos condenados. “Os que cometeram crime tem que ser preso. O queria explodir bomba e outros invisíveis que cometeram crimes, mas tem que ser apurado a luz do dia, de forma democrática, com respeito ao Código Penal”.

Por fim, o senado lamenta o fato do Brasil, mais uma vez, não conseguir debater temas urgentes para a população porque vive quase que 24h os embates provocados pelo julgamento e efeitos da suposta trama golpista. Ele comenta que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), um dos únicos a passar ileso após a redemocratização brasileira, fez reformas importantes e que o Brasil precisa ter foco, voltar a sentar e dialogar para que a nação não seja tão penalizada pelos efeitos da instabilidade política.

Desde a redemocratização do Brasil, FHC é o único ex-presidente vivo que não sofreu impeachment ou foi preso. Houve impedimento nos mandatos de Fernando Collor de Mello, em 1992, e no de Dilma Rousseff, em 2016; e Lula, atual presidente, e os ex-presidente Michel Temer e, agora, Bolsonaro foram presos.

 Itamar Franco (já falecido) assumiu o país após a queda de Collor e também não foi preso ou sofreu impeachment. José Sarney, que assumiu após a morte de Tancredo Neves, eleito em colégio eleitoral, foi outro que passou ileso.

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Link da Matéria – via RD News

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