
A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta quarta-feira (3), um mandado de busca e apreensão em Cuiabá durante a Operação Veritas, que investiga crimes de calúnia, difamação, injúria e perseguição contra membros da Diocese de Barra do Garças (508 km ao leste de Cuiabá). Entre os alvos está um seminarista, que era estagiário da pastoral.
A ação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças após autorização da Justiça. Segundo as investigações, o suspeito teria utilizado redes sociais, aplicativos de mensagens, e-mails e outros meios digitais para divulgar conteúdos considerados ofensivos e acusatórios contra membros da entidade religiosa.
As apurações começaram após denúncias que relataram a continuidade das publicações e mensagens, mesmo depois do encerramento de procedimentos anteriores relacionados aos mesmos fatos. Conforme a Polícia Civil, os conteúdos teriam sido compartilhados com integrantes da comunidade religiosa, autoridades e veículos de comunicação.
Durante a investigação, policiais ouviram vítimas e testemunhas, além de reunir documentos, registros digitais, capturas de tela e publicações em redes sociais. Também foram elaborados relatórios técnicos para garantir a preservação das evidências já identificadas.
De acordo com a polícia, havia indícios de que as supostas condutas eram praticadas de forma reiterada por diferentes canais digitais, o que motivou o pedido de medidas cautelares para preservar provas e evitar a continuidade das publicações.
Ao autorizar a operação, a Justiça considerou que havia elementos suficientes para a realização da busca e apreensão, destacando a necessidade de preservar possíveis provas armazenadas em dispositivos eletrônicos.
Durante o cumprimento do mandado, os investigadores estavam autorizados a apreender celulares, computadores, notebooks, tablets, mídias digitais, documentos e outros materiais relacionados aos fatos apurados. A decisão também permitiu a extração e análise pericial dos dados armazenados nos equipamentos, inclusive com a recuperação técnica de arquivos eventualmente apagados.
Além da busca e apreensão, foram impostas medidas cautelares ao investigado. Entre elas estão a proibição de manter contato direto ou indireto com as vítimas, a obrigação de permanecer a uma distância mínima de 200 metros e a proibição de publicar, compartilhar ou impulsionar conteúdos considerados ofensivos relacionados ao caso.
O material apreendido será submetido à análise técnica e pericial para auxiliar no aprofundamento das investigações. O inquérito segue em andamento para apurar os fatos e identificar eventuais responsabilidades criminais.

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