Sem reeleição, Júlio Campos refuta ‘velha política’; ‘Nunca tive PF na minha casa’

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Em tom de balanço de carreira, mas sem fechar definitivamente as portas para a vida pública, o deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou sentir que já cumpriu seu papel na política, embora evite cravar uma aposentadoria definitiva. O parlamentar, que considerou encerrar as disputas antes de ser levado a concorrer nas últimas eleições pela convenção partidária, ressaltou que seu posicionamento dependerá das próximas movimentações no cenário eleitoral.

 

A permanência no União Brasil também está sob avaliação. Diante de desentendimentos internos e acusações de traição durante a campanha, o ex-governador adotou postura cautelosa. “A minha função importante agora é concluir o meu mandato de cabeça erguida e dizer que, se tiver que continuar no União Brasil, eu posso continuar sem problema nenhum, porque o União Brasil não é de Mauro Mendes […] é de todos nós”, declarou o deputado na quarta-feira (7).  

 

Júlio Campos rebate com dureza declarações recentes do prefeito eleito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sobre a atuação de famílias tradicionais no estado sob o rótulo de “velha política”.  Ao defender sua trajetória e a de seu irmão, o senador Jayme Campos, o deputado contrapôs o histórico familiar às práticas da nova gestão municipal.  

 

“A velha política nós vemos com muito mais dignidade, porque, pelo menos nós, Campos, Júlio e Jayme Campos, nunca tivemos em 50 anos de vida pública Polícia Federal na nossa porta, Ministério Público fazendo processo por roubo, por corrupção, por desvio de dinheiro público”, disparou.

 

O parlamentar elevou o tom das críticas ao acusar o prefeito da capital de adotar expedientes questionáveis na condução do pleito local. “Repudio as palavras do prefeito Abilio Brunini, que usou e abusou da máquina pública para eleger a sua esposa, traindo os seus companheiros de partido”, disparou.  

 

Para respaldar a força do seu grupo político, Júlio destacou o desempenho de aliadas nas urnas, citando os 550 mil votos obtidos por Janaina Riva (MDB) na disputa ao Senado, mesmo em um cenário desfavorável marcado por arranjos políticos que classificou como uma “coligação falsa”.  

 

Sobre o cenário nacional, o veterano reafirmou o alinhamento com a ala conservadora e confirmou que manterá apoio ao projeto político do grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro no segundo turno, a quem afirma ser leal desde o pleito de 2018.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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