
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reforçou que, caso a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ou o Governo do Estado não assuma as dívidas do Hospital Estadual Santa Casa, o município não terá condições de tocar a unidade, que será desativada logo após entrega do Hospital Central, programado para o segundo semestre desde ano. O interesse partiu do próprio prefeito , contudo, não tem recebido apoio.
O Governo de Mato Grosso assumiu a gestão do Hospital Estadual Santa Casa em 2019 , por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT). A unidade sofria problemas financeiros e foi reestruturada pelo Estado. Abilio quer que o governador Mauro Mendes (União Brasil) ou a Assembleia Legislativa comprem a dívida e repassem a gestão para a Prefeitura.
Rodinei Crescêncio
Em conversa com a imprensa, Abilio ressaltou que a saúde financeira da Capital está colapsada e afirma que exista um passivo de quase R$ 2 bilhões. Sendo assim, o Executivo e Legislativo estadual, que possuem capacidade financeira melhor, deveriam ajudar, conforme defende o prefeito: “Não tem condições [da Prefeitura] de fazer a compra da Santa Casa, isso eu já deixei claro”, disse.
“A gente torce para que a Assembleia Legislativa e o Governo do Estado façam essa compra e transfiram para o Município para que a gente possa gerir. Agora, se não for possível, a gente aguarda para ver qual é a decisão que será tomada. Acredito que, para o Estado, o poder de compra dele é muito maior e a condição dele ter essa compra com as contas mais equilibradas do que as nossas, ele tem essa possibilidade com mais facilidade. Só que, se eles optarem por não fazer, a gente não tem condições de fazer”, argumentou Abilio.
O complexo da Santa Casa será vendido em leilão para dar continuidade à execução trabalhista que envolve 860 processos e uma dívida inicial superior a R$ 50 milhões. Após o procedimento de unir todas as execuções no TRT, 384 processos já foram quitados com o pagamento de cerca de R$ 7,3 milhões, enquanto outros 476 processos ainda aguardam pagamento, somando cerca de R$ 43,7 milhões.
No mês passado, o governador rechaçou a possibilidade de adquirir , em leilão, a dívida trabalhista da Santa Casa, conforme sugeriu o prefeito: “O Estado não tem essa obrigação de pagar a dívida do trabalhista de ninguém. O estado não paga a dívida de ninguém. O Estado está aqui para cuidar bem do dinheiro [público]”, pontuou..
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