
A segunda vítima do acidente aéreo que matou três pessoas em uma fazenda de Água Boa (730 km a Leste) foi identificada como Luiz Alberto Martinez, de 44 anos, natural do Paraguai. A informação foi confirmada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
O empresário Vanderlei Sattler, de 65 anos, já havia sido identificado anteriormente. Natural de Montenegro, no Rio Grande do Sul, Sattler era sócio de uma empresa especializada em manutenção e reparos de aeronaves, localizada em Mato Grosso do Sul. A terceira vítima ainda não teve a identidade confirmada.
Conforme já noticiado pelo , o acidente aconteceu no dia 10 de setembro. O avião, um bimotor Cessna de prefixo N401NA, caiu em uma propriedade rural e foi tomado pelas chamas. Os corpos dos três ocupantes foram encontrados carbonizados.
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Conforme as investigações, Sattler havia adquirido a aeronave cerca de quatro meses antes do acidente. O avião, no entanto, não estava habilitado para operar no Brasil, não possuía processo de nacionalização, matrícula brasileira ou certificado de aeronavegabilidade.
As diligências apontaram ainda que a aeronave decolou de Goiânia sem autorização, documentação regular e plano de voo aprovado.
O Cessna havia sido apreendido em 2017, em Goiás, durante uma operação da Polícia Federal de combate ao tráfico internacional de drogas. Posteriormente, a aeronave foi leiloada pela Justiça Federal.
Durante a investigação, a Polícia Civil encontrou indícios de que o avião pode ter sido utilizado em uma operação de tráfico internacional de drogas. A forma como a aeronave foi adquirida também passou a ser analisada pelos investigadores.
Conforme o levantamento policial, o avião teria sido comprado por um valor elevado por uma pessoa cuja condição financeira não seria compatível com a negociação. O pagamento teria sido feito parte em dinheiro e parte com um veículo de alto valor. O carro utilizado na negociação já esteve registrado em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas.
Outro ponto analisado pelos investigadores é a situação de um dos ocupantes, que possuía pendências judiciais no país de origem e restrição para deixar o território nacional.
Para a Polícia Civil, os elementos reunidos até o momento indicam que o avião pode ter sido novamente utilizado em uma atividade ilícita, possivelmente para o transporte internacional de drogas. A investigação está em fase final e aguarda a conclusão dos laudos periciais.
A Polícia Civil continua apurando a origem, o destino e as circunstâncias da queda.

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