
Annie Souza/Rdnews
Secretária de Saúde de Várzea Grande, Deisi de Cássia Bocalon Maia
A secretária de Saúde de Várzea Grande, Deisi de Cássia Bocalon Maia, revela que, imagens de câmeras de segurança, comprovam que o vereador Kleberton Feitoza, o Feitoza (PSB), se excedeu durante fiscalização no Pronto Socorro e agiu com truculência. “Entrou dentro do repouso [sala] filmando. E se a médica estivesse despida? Foram infringidas algumas normas hospitalares. Ela (médica) estava dentro do repouso. Nós temos imagens das câmeras do horário que ela entrou. Ela se escondeu dentro do banheiro. E nós temos imagem da câmera do horário que ela saiu”, detalha a secretária, em entrevista ao , durante visita à sede do portal, onde também concedeu entrevista ao Rdtv Cast – assista ao final.
Segundo Deisi, a médica, que se formou recentemente, ficou assustada com a situação e ficou cerca de duas horas escondida dentro do banheiro porque ela não queria ser exposta.
“Uma médica nova, com nove meses de formada, que está horrorizada com o serviço público. Acuada, com problemas de cunho emocional e que não quer mais voltar a trabalhar para o serviço público. É uma profissional que a gente perdeu”, lamenta Deisi – veja abaixo:
Conforme a secretária, a gestão averiguou a situação, tendo como subsídio os relatos, imagens, o BO feito pela médica, entre outros elementos. Ela explica que, conforme a legislação, não se pode entrar em consultórios sem que o paciente e o médico permitam, porque é garantido o sigilo em relação aos atendimentos.
“Existe esse Código de Ética muito forte na medicina e nos serviços de saúde. E realmente foi quebrado. Entrou filmando o paciente e o atendimento da médica. Foi truculento, pelos registros do boletim de ocorrência”, frisa. Annie Souza/Rdnews
Secretária de Saúde de Várzea Grande, Deisi de Cássia Bocalon Maia concede entrevista à jornalista Greyce Lima no Rdtv Cast
Pedido de investigação
Diante da situação, após a médica registrar BO, o Conselho Regional de Medicina, sob Diogo Sampaio, prometeu acionar Feitoza na Câmara e também judicialmente. O presidente do Legislativo Wanderley Cerqueira (MDB), entretanto, minimizou a situação e afirmou que o colega estava apenas exercendo o seu papel de fiscalizar como vereador.
Cerqueira alegou que iria arquivar o pedido do CRM, que aponta corporativismo e não descarta acionar o presidente por prevaricação.
Perguntada sobre a situação, a secretária afirma que prefere não entrar no mérito do debate político. “Porque eu sou muito técnica. Eu preciso proteger os meus servidores. O serviço público ali. Aquele momento. Então, agora as questões políticas como vão ficar é de responsabilidade do presidente da Câmara”.
Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI)

Faça um comentário