Secretaria diz que executor foi ao escritório diversas vezes

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Atualizado às 17h43 – O próximo a ser ouvido é José Marcos Marine, amigo do advogado Roberto Zampieri e testemunha que estava com a vítima no dia do assassinato. Em depoimento, ele relatou que foi ao escritório de Zampieri e, por volta das 19h, ao deixar o local e entrar no carro, ouviu os disparos que atingiram o advogado.

 

José afirmou que não conseguiu identificar com precisão o autor dos tiros, pois o homem usava um boné que encobria parte do rosto e, além disso, já era noite.

 

A testemunha também disse conhecer o réu Antônio Gomes da Silva. Segundo ele, o contato ocorreu porque levou Antônio para conhecer a propriedade de um amigo. Na ocasião, buscou o acusado em frente a um hospital e seguiu até a fazenda, acompanhado do proprietário da área.

 

Conforme José Marcos, o encontro foi intermediado por Roberto Zampieri, que informou ter um cliente interessado em conhecer o imóvel e que o acompanharia na visita. No entanto, o advogado ligou posteriormente informando que não poderia comparecer. Ainda de acordo com a testemunha, Antônio não demonstrou interesse em adquirir a propriedade.

 

No dia do crime, o amigo conversava com Zampieri na calçada e logo se despediram. “Quando fechei a porta do carro, ouvi os disparos. Até pensei em ir atrás da pessoa, mas não tinha condições”, relembrou a testemunha.

 

Volta do intervalo

Após o intervalo para o almoço, o júri popular de Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, acusados de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto em dezembro de 2023, foi retomado na tarde desta terça-feira (28). O primeiro a depor foi o delegado da Polícia Federal Marco Bontempo, responsável por conduzir, em Brasília, a investigação que deu origem à Operação Sisamnes.

 

Designado em setembro de 2024, Bontempo assumiu o inquérito após a análise do celular apreendido de Zampieri apontar indícios de um suposto esquema de compra e venda de decisões judiciais. A partir desse material, a Polícia Federal instaurou a investigação que resultou na Operação Sisamnes.

 

Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondem por homicídio qualificado por promessa de recompensa, recurso que dificultou a defesa da vítima, emprego de arma de fogo de uso restrito e concurso de pessoas. 

 

Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Antônio Gomes da Silva é apontado como o autor dos disparos que mataram o advogado. 

 

Já Hedilerson Fialho Martins Barbosa, integrante do Exército e instrutor de tiro, teria atuado como intermediário do crime, sendo responsável por contratar o executor e fornecer a arma utilizada na execução. 

 

O coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é acusado de financiar o homicídio.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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