
Nesta segunda-feira (28), a secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho, afirmou que a Polícia já identificou suspeitos dos crimes contra o vereador Wesley Cláudio (Novo) e sua família, em Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá). O parlamentar teve a casa invadida, foi torturado e teve parte da orelha cortada pelos criminosos, que exigiam R$ 1 milhão.
A secretária afirmou que o carro da família, identificado como um Volkswagen Polo usado pelos suspeitos durante a fuga, foi encontrado abandonado e, no momento, passa por perícia.
“A gente já tem algumas identificações e vamos aguardar os próximos desdobramentos da operação para trazer a notícia de que esses criminosos serão presos e entregues à Justiça”, declarou.
A secretaria também afirmou que as forças de segurança estão mobilizadas para encontrar os autores do crime. Atuam nas buscas equipes da Polícia Civil e Militar. A operação também conta com o reforço da Força Tática, da Ronda Ostensiva Tático Metropolitana (ROTAM) e do Batalhão de Operações Especiais (BOPE).
Susane também assegurou que a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) já realizou a perícia no local do crime. Segundo a coronel, em conversa com os familiares no hospital, o casal declarou que os criminosos estavam com duas armas de fogo e mantinham contato com pessoas que possivelmente monitoravam o perímetro externo à residência.
O caso
Durante a madrugada de segunda-feira, Wesley Moreira, sua esposa Fabiula, e os dois filhos, de 18 e 9 anos, foram amarrados, torturados e mantidos em cárcere privado enquanto os agressores roubavam a casa da família, em Rondonópolis. Em meio às agressões, o vereador foi atingido com uma coronhada na cabeça e teve parte da orelha direita arrancada. A esposa também foi agredida e quase perdeu a consciência após tentativas de enforcamento.
Segundo a Polícia Militar, os criminosos estavam armados e invadiram o local por volta da meia-noite e fugiram por volta das 03h50 da manhã. Durante o assalto, os bandidos exigiram R$ 1 milhão. Os criminosos alegaram que o dinheiro seria destinado à compra de votos.
Foram levados R$ 42 mil, as alianças do casal, dois celulares e o carro da família, utilizado na fuga.

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