
Os policiais militares Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos são os dois presos nesta quinta-feira (17), suspeitos de intermediar a execução do advogado Renato Nery, ocorrida em julho do ano passado, em Cuiabá. Além deles, o casal Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos também foram alvos da Operação “Office Crime – O Elo”, em Primavera do Leste e na Capital.
Reprodução
Segundo a Polícia Civil, os dois policiais são investigados pela intermediação relacionada à entrega da arma de fogo para os executores do homicídio e, também, a conexão com os mandantes Jackson já havia sido alvo de outra fase da operação , no da 8 de abril. Na época, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em um condomínio de luxo da cidade, onde Jackson mora.
Já o casal Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos também havia sido alvo em outra fase da ação. Em novembro de 2024, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão. As investigações apontaram que os dois foram denunciados por Nery cerca de 10 dias antes do assassinato do profissional.
Nesta quinta (17), contra Jackson e Ícaro foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão domiciliar. A ação, conduzida pela Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, contou com apoio da Delegacia de Primavera do Leste e da Corregedoria Geral da Polícia Militar.
Contra o casal foram cumpridas medidas cautelares de monitoramento por uso de tornozeleira eletrônica, por haver risco de fuga. Ambos residem em Primavera do Leste. Conforme o delegado titular da DHPP, Caio Albuquerque, e o delegado que preside o inquérito, Bruno Abreu, com mais essas duas prisões, sobe para nove o número de pessoas presas por envolvimento no homicídio.
“Nesta fase, foi possível identificar o vínculo dos envolvidos com a intermediação, o mando e a execução do homicídio. O trabalho investigativo continua visando o esclarecimento do crime e indiciamento dos acusados”, disseram os delegados.
Alvo em outra operação
Jackson já foi alvo da Operação Simulacrum , deflagrada em 2022, suspeito de integrar um “grupo de extermínio”, composto por outros PMs, que executaram cerca de 24 pessoas e tentaram matar outras quatro.
De acordo com as investigações, os militares alegavam confrontos policiais para mascarar a execução das vítimas que eram atraídas a locais ermos, onde eram assassinadas, sob o falso fundamento de um “confronto”.
Jackson e outros 60 PMs foram presos, mas o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) mandou soltá-los em abril do mesmo ano .
O homicídio
Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho do ano passado, na frente de seu escritório, na Capital. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas morreu horas após o procedimento médico.
Desde a ocorrência, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do profissional. As investigações da DHPP apontam a disputa de terra como a motivação para o homicídio de Renato Nery.
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