Rússia improvisa orelhões nas ruas em meio ao apagão de celulares durante a guerra

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Em meio aos intensos apagões e ao colapso das redes de comunicação provocados pela guerra com a Ucrânia, a Crimeia, ocupada pelas forças russas, voltou a receber orelhões, os telefones fixos públicos instalados nas ruas, para garantir o contato da população com serviços de emergência.

 

Essa medida de improviso ocorre em um cenário em que o sinal de telefonia móvel tornou-se instável, sendo religado em algumas regiões apenas duas vezes ao dia por curtos intervalos de quatro horas. A instalação desses aparelhos, que operam de forma independente da rede elétrica ou do sinal de celular, foi confirmada em diversas ruas de cidades ocupadas pela Rússia, segundo o jornal The Moscow Times.

 

Através deles, os moradores podem realizar ligações gratuitas para a polícia, bombeiros, ambulâncias e serviços de gás. A necessidade de recorrer a essa tecnologia antiga é reflexo direto dos ataques frequentes a subestações elétricas e infraestruturas petrolíferas que, desde o final de junho, levaram à decretação de estado de emergência na região.

 

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A ofensiva ucraniana contra alvos estratégicos, que desativou doze subestações elétricas em apenas 48 horas, aprofundou o isolamento digital da península ocupada.

 

O agravamento da crise energética inviabilizou até mesmo os cronogramas de racionamento que previam o fornecimento de apenas duas horas de energia para cada seis de interrupção.

 

Autoridades admitiram a impossibilidade de prever o restabelecimento do serviço. Moradores foram orientados a acompanhar notícias pelo rádio e carregar celulares em pontos públicos específicos.

 

Diante desse cenário de vulnerabilidade nas comunicações, a discussão sobre a reativação da rede telefônica pública expandiu-se para a própria Rússia. Membros da Duma Estatal, o parlamento russo, classificaram como urgente a proposta de retomar o sistema de telefones de rua em todo o território nacional.

 

Essa movimentação é justificada pelas autoridades como uma resposta às constantes interferências causadas por medidas de combate a drones, que acabam por desativar o funcionamento regular da telefonia móvel em diversas regiões.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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