Rios e cachoeiras viram refúgio contra calor em Cuiabá; bombeiros fazem alerta

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Com as altas temperaturas em Cuiabá, rios, cachoeiras, balneários e pousadas se tornam refúgios para quem procura aliviar o calor e aproveitar os dias de folga em meio à natureza. Entre mergulhos, churrascos e encontros com familiares e amigos, os espaços aquáticos ganham espaço na rotina dos moradores, que encontram nesses locais uma alternativa para fugir da rotina da cidade.

 

A movimentação também é percebida por quem trabalha com lazer. No Sítio da Vovó , pousada e espaço de day-use, os meses de agosto, setembro e outubro concentram a maior procura, período marcado pelas temperaturas elevadas em Mato Grosso. Ao mesmo tempo, o aumento da frequência nesses ambientes reforça a necessidade de atenção com a segurança, principalmente quando há crianças.

 

Estudante de Jornalismo, Gabriela Ramos aproveita os fins de semana para visitar rios da estrada de Chapada dos Guimarães. Entre os lugares que costuma frequentar estão o Mutuca e o Estância Fênix , onde, segundo ela, o movimento aumentou bastante.

 

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“É uma das minhas opções favoritas de lazer! Além de fugir desse calor de Cuiabá, consigo curtir a natureza, dar uns mergulhos, conversar com os amigos e aproveitar um tempo de qualidade com a família. É aquele passeio que ajuda a renovar as energias!”, conta Gabriela Ramos.                                                                                                                  Gabriela Ramos

 

 

A procura, no entanto, pode ser tão grande que encontrar um lugar disponível nem sempre é fácil. Gabriela relata que já chegou a um dos locais por volta das 10h e encontrou uma placa informando que a capacidade máxima havia sido atingida.

 

“Nesses casos, o jeito é procurar outro lugar pelo caminho e aproveitar para conhecer novos rios e balneários. O bom é que não faltam opções para explorar por ali!”, afirma Gabriela Ramos.

 

Para ela, o passeio vai além de entrar na água. A estudante costuma reunir familiares e amigos, levar lanches ou preparar churrasco quando visita o sítio da família, na região do Aguaçu. O contato com a natureza e os momentos de convivência fazem parte da experiência.

 

“Para mim, uma das melhores partes é ficar conversando e dando risada com quem a gente gosta. É aquele passeio que começa de manhã e, quando a gente percebe, já passou o dia todo!”, lembra Gabriela Ramos.

 

Mesmo com a vontade de aproveitar o dia, Gabriela diz que procura observar as condições do local antes de entrar na água, ela considera a presença de pedras, as mudanças de profundidade e a correnteza na escolha de onde vai mergulhar.

 

“Quando vou a um lugar desconhecido, não saio entrando na água de qualquer jeito. Primeiro, procuro observar o local, ver se tem pedras, mudanças bruscas de profundidade ou outros riscos. Acho que o segredo é aproveitar, mas sem perder o cuidado e sempre respeitando os próprios limites”, destaca Gabriela Ramos.

 

A estudante também já presenciou situações que serviram de alerta. No Manso e na região da Ponte de Ferro, ela conta que viu amigos que sabiam nadar entrarem em áreas mais profundas e depois enfrentarem dificuldades para voltar. “Isso serve de alerta, porque às vezes a gente acha que está tudo sob controle e acaba se colocando em uma situação perigosa. O excesso de confiança pode atrapalhar muito nessas horas”, afirma Gabriela Ramos.

  Bruna Maria Ferreira

 

A busca por espaços naturais também faz parte da rotina da podóloga Bruna Maria Ferreira, de 26 anos. Ela conta que procura rios e locais cercados pela natureza sempre que tem oportunidade, especialmente para aproveitar momentos com a família.

 

“Procuro lugares com mais natureza e rios para refrescar. Qualquer oportunidade de estar com a família me atrai”, diz Bruna Maria Ferreira.

 

Bruna também percebe o aumento no fluxo de pessoas em busca de uma alternativa para enfrentar o calor. Para ela, a escolha do destino passa, principalmente, pela segurança e pela possibilidade de aproveitar o passeio em tranquilidade.

 

“Segurança em primeiro lugar sempre”, resume Bruna Maria Ferreira.

 

A podóloga afirma que nunca presenciou acidentes durante os passeios, mas considera importante manter os cuidados e escolher locais que ofereçam condições adequadas para os frequentadores. Enquanto as temperaturas permanecem elevadas, ela pretende continuar aproveitando os ambientes naturais para descansar e sair da rotina.

 

“É sempre bom fugir da rotina em lugares aconchegantes na natureza. Até que esse período mais quente passe, é sempre bom estar em lugares mais arejados”, conta Bruna Maria Ferreira.

 

Procura acompanha período de temperaturas elevadas

A movimentação também é percebida por empreendimentos que oferecem lazer em meio à natureza. Arquiteta e empresária, Pamela Ferrari, de 39 anos, explica que o Sítio da Vovó, empresa familiar que funciona há 28 anos, registra maior procura nos meses de agosto, setembro e outubro, justamente durante o período de calor intenso.

 

Como o espaço abre aos fins de semana e feriados, esses são os dias de maior movimento. Segundo Pamela, as famílias continuam sendo o principal público, embora novas modalidades tenham atraído outros visitantes.

 

“Nosso público sempre foram muito as famílias, porém agora, com algumas inovações, como o camping, que é nossa nova modalidade na pousada, estamos recebendo muitos motorhomes, assim como o aumento de grupos de amigos na procura pelas churrasqueiras privativas”, explica Pamela Ferrari.                                                                                                      Pamela Ferrari

 

 

A empresária destaca que muitos visitantes procuram o espaço para se afastar temporariamente da rotina urbana e aproveitar o tempo juntos. Ao longo das quase três décadas de funcionamento, o empreendimento acompanhou mudanças no mercado e ampliou a estrutura para atender às necessidades do público.

 

Um dos aspectos que mais chamam a atenção de Pamela é a relação construída com os frequentadores ao longo dos anos,

clientes que conheceram o local há duas décadas agora retornam acompanhados dos filhos e até dos netos.

 

“Acredito que essa capacidade de evoluir, sem perder nossas raízes, é o que mantém a procura pelo Sítio da Vovó ao longo de tantos anos”, afirma Pamela Ferrari.

 

Em meio à natureza, o empreendimento oferece áreas arborizadas e espaços cobertos para descanso. A equipe também orienta os visitantes sobre hidratação, uso de protetor solar e exposição prolongada ao sol.

 

Pamela ressalta, porém, que o estabelecimento não conta atualmente com um guarda-vidas exclusivo. Por isso, reforça a necessidade de atenção dos responsáveis pelas crianças durante as atividades aquáticas.

 

“Por sermos um espaço que recebe muitas famílias com crianças, sempre reforçamos a importância da supervisão constante dos pais e responsáveis, principalmente nas áreas de banho”, fala Pamela Ferrari.

 

Bombeiros alertam para riscos mesmo em águas aparentemente tranquilas

A diversão em rios, cachoeiras e balneários exige cuidados que vão além da escolha do local. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso alerta que a prevenção é fundamental para evitar afogamentos e outros acidentes, especialmente em ambientes naturais, onde a profundidade e a força da água podem mudar de um ponto para outro.

 

De acordo com o major BM Felipe Mançano Sabóia, crianças jamais devem permanecer sozinhas próximas à água. A supervisão precisa ser constante, mesmo quando há guarda-vidas no local.

 

O alerta também vale para piscinas residenciais e outros recipientes com água. Segundo o major, piscinas devem ter acesso restrito, com cercas e portões fechados, enquanto poços, cisternas, caixas-d’água, tanques, baldes e bacias precisam permanecer fora do alcance de crianças pequenas.

 

Em rios, lagos, praias e piscinas públicas, a orientação é entrar na água somente em locais com presença de guarda-vidas, sem deixar de manter a vigilância sobre as crianças. O bombeiro chama a atenção ainda para um risco que pode passar despercebido pelos frequentadores.

 

“A água na cintura ou no joelho já é um sinal de perigo, já é um local em que precisa ter atenção”, alerta major Felipe Mançano.

 

Outro cuidado importante é evitar mergulhos de cabeça em locais desconhecidos, como rios, lagos e cachoeiras. A presença de pedras, troncos ou outras estruturas submersas pode provocar acidentes graves.

 

O major também orienta que, em situações de correnteza, a pessoa mantenha a calma e não tente nadar contra a força da água. “Se for pego em alguma correnteza, mantenha a calma, não tente nadar contra a força da água, flutue e sinalize por ajuda, para que possa ser resgatado”, orienta major Felipe Mançano.

 

Com a chegada dos dias mais quentes, a procura por ambientes naturais reúne lazer, convivência e contato com a natureza, para os frequentadores e responsáveis pelos espaços, no entanto, aproveitar as águas exige atenção aos próprios limites e às condições do local. A prevenção é essencial para que os momentos de descanso e diversão não terminem em acidentes.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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