
O presidente regional do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, avaliou os desafios da sigla na construção de alianças e na pacificação do apoio de prefeitos da base para as eleições de 2026. Ao comentar sobre os atritos internos e alinhamentos locais, ele minimizou as divergências entre correligionários e declarou encarar com naturalidade as atribulações do partido.
Durante a convenção estadual nesta quarta-feira (22), Ananias relatou que a dificuldade da legenda está na articulação dos apoios municipais, mas ressaltou que reações inesperadas fazem parte do meio político. De acordo com o representante, decepções e mudanças de lado não devem abalar o planejamento estratégico da sigla.
“A maior dificuldade é essa mesmo, mas é natural da política. Eu milito na política desde os 14 anos, então eu sei as dificuldades. […] Você levar uma cipoada de um companheiro é normal! Você receber uma traição de um companheiro seu é normal. Você só recebe de quem é parceiro, porque quem é seu inimigo, seu adversário, não é traição. É normal! Então, gente, eu não tenho problema nenhum com as ações dos outros. Eu só tenho problema de fazer o planejamento e o que eu acredito”, declarou à imprensa.
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Além de comentar as articulações partidárias, o presidente regional do PL destacou que não se pauta por levantamentos eleitorais para definir estratégias de campanha. Segundo ele, a leitura das ruas e o sentimento da militância nas bases muitas vezes superam os números apresentados pelas pesquisas de intenção de voto, citando vitórias anteriores da sigla no estado como exemplo de superação de prognósticos desfavoráveis.
O presidente também destaca que não enxerga uma desunião dos prefeitos do partido, apesar das especulações de que alguns apoiariam candidatos de outras legendas, como Otaviano Pivetta (Republicanos). Ainda, Ananias ressalta que não irá criticar os gestores municipais por suas posições, mas que busca dialogar com todos em prol da candidatura de Wellington Fagundes (PL).
“Eu não vejo como desunião. Eu não vou, de forma alguma, criticar um posicionamento de um prefeito A ou B, porque ele está tendo um posicionamento pessoal, às vezes até de situações individuais, que ele tem com um ou com outro. Mas quando formar as coligações certinhas. Cada partido tem a condição de conversar com cada um dos prefeitos”, concluiu.

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