
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), comentou, nesta quinta-feira (20), sobre a moção de aplausos recebida pelo membro da facção criminosa Comando Vermelho, Gilmar Machado da Costa , em 2024, por meio do vereador Jefferson Siqueira (PSD). Para o gestor, é necessário investigar quem deve ou não receber esse tipo de homenagem. À época, Gilmar foi homenageado por seu trabalho como líder comunitário no bairro 1º de Março
De acordo com Abilio, foi Jefferson Siqueira que estabeleceu os critérios utilizados na avaliação de quem receberia ou não a homenagem. O prefeito ainda cutucou relembrando que Gilmar havia sido condenado por tráfico de drogas, três anos antes de receber a moção.
Questionado sobre a necessidade em fazer investigações sobre os possíveis homenageados, para constatar se há ou não antecedentes criminais, Abilio disse que sim, ressaltando que o caso aconteceu na gestão anterior a sua e espera que isso não se repita.
“Trata-se de critérios que foram adotados na legislatura passada para homenagear alguém. Acho que cabe ao vereador explicar quais foram os critérios que ele escolheu sobre isso. E, nessa atual legislatura, espero que isso não aconteça”, disse.
Faccionados na política
Abilio comentou ainda sobre a denúncia recebida por ele, durante a campanha eleitoral, no ano passado, sobre a suposta presença de membros de organizações criminosas entre os vereadores de Cuiabá . O prefeito destacou a preocupação quanto a possibilidade do Poder Legislativo “ser tomado por um processo como esse”.
“Chegamos ao ponto, no ano passado, de ter um vereador preso porque estava envolvido num desses escândalos, envolvendo facções criminosas em licitações de eventos e outras atividades, incluindo servidores aqui da Câmara que estavam envolvidos nesse processo. Espero que a Câmara tenha dias melhores e que isso não volte a acontecer”, destacou.
A menção de Abilio se refere ao ex-vereador Paulo Henrique (MDB), alvo da “Operação Pubblicare” , em setembro de 2024, acusado de possuir um suposto elo com a facção Comando Vermelho, usando da posição para favorecer o grupo criminoso, atuando na interlocução com os agentes públicos, recebendo benefícios financeiros, em troca de alvarás e liberação de eventos em casas noturnas da Capital. A operação foi um desdobramento da Operação Ragnatela, deflagrada em junho do mesmo ano. Fernanda Escouto
Momento em que Paulo Henrique foi encaminhado à delegacia, após ter o mandado de prisão cumprido, durante a operação Publicare
Operação Acqua Ilicita
Gilmar foi morto a tiros hoje, junto de seu comparsa, Fábio Júnior Batista Pires , por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), durante o cumprimento da Operação Acqua Ilicita.
Os faccionados eram suspeitos dos crimes de extorsão, lavagem de dinheiro e organização criminosa, atuando no superfaturamento do comércio de água mineral, com o objetivo de enriquecer o grupo criminoso que aterroriza a população em Mato Grosso.
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