
Quase 18 mil mulheres pediram medida protetiva em Mato Grosso no último ano, segundo o Observatório Caliandra. Apenas em Cuiabá, foram 3.879 medidas em 2024, de acordo com relatório da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), divulgado nesta terça-feira (16). O anuário aponta que a maioria das vítimas de violência doméstica são jovens em relacionamentos heteroafetivos e que os casos se espalham por todas as classes sociais.
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O relatório mostra que 51% dos agressores são homens entre 30 e 45 anos, com predominância para a cor parda (23%), seguida de branco (18/%) e preta (10%), ou seja, negros são maioria com 28%
No sentido socioeconômico, cerca de 36% dos agressores têm ensino médio ou superior, enquanto 10% têm apenas a alfabetização ou ensino fundamental. Já no que se refere à profissão, empresários dominam o ranking de agressões, estando logo atrás motorista de aplicativo, autônomo, desempregado e advogado.
Já em relação ao acesso à educação, apesar de muitos homens não informarem a escolaridade (54,5%), 18,1% possuem ensino superior, ao passo que 17,6% possuem o ensino médio, 5% possuem apenas o ensino fundamental e 4,9% são alfabetizados.
A análise também revela dados sobre o estado civil dos agressores: 23% se declaram casados, 22% solteiros, 14% separados e apenas 8 casos são viúvos. Essa também é a mesma ordem do estado civil das vítimas.
Os atendimentos e procura por serviços especializados na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, conforme mostra o Anuário, aumentaram em mais 200% de 2020 a 2024.
Tipos de violência
Os tipos de ocorrência mais comuns são os crimes de ameaça, injúria, lesão corporal, perseguição e descumprimento de medidas protetivas, preservação de direito, dano, difamação e calúnia. Esses juntos representam mais de 80% dos registros relacionados à violência doméstica e familiar. Mas a ameaça é o que mais se sobressai e esteve presente em 26% dos casos. Em segundo lugar está injúria com 15% e em terceiro está lesão corporal com 14%.
Além da violência física
O levantamento chama atenção também para a ampliação da violência psicológica, emocional e moral, que tem se mostrado de forma regular nas ocorrências. O mostra que a realidade das vítimas vai muito além da violência física
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