
O presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural de Mato Grosso (Empaer-MT), Suelme Fernandes, nega que esteja atuando para promover o sucateamento da autarquia como preparativo para sua extinção. A acusação tem sido reiterada pelo sindicalista Gilmar Brunetto, o Gauchinho, que já fez denúncia ao Ministério Público Estadual (MPE).
Segundo Suelme, o que está em curso é a reestruturação da Empaer-MT para tornar a autarquia mais eficiente e capaz de entregar resultados à sociedade mato-grossense. Neste sentido, afirma que a resistência do Gauchinho, que na sua opinião está fazendo “terrorismo político”, decorre após perda de privelégios e inegerência na administração.
Rodinei CrescêncioRdnews
“Esse um tipo de sindicalismo que mais parece terrorismo político. Nunca houve isso [sucateamento]. Ele [Gauchinho] sempre trabalhou com essas contrainformações, com essas fake news e tudo mais. Se você observar as evidências do que nós estamos fazendo, é muito mais no sentido da reestruturação do que qualquer coisa. Então isso é disputa de narrativa. Hoje em dia isso existe muito. Com plantação de notícias falsas para lá e para cá”, disse Suelme, se referindo a Gauchinho, presidente do Sinterp-MT, presidente do sindicato dos servidores da Empaer-MT.
Suelme também revelou que está processando o sindicalista por calúnia e difamação. O objeto da ação é a acusação de ter acobertado um caso de assédio sexual na Empaer-MT, inclusive com publicação do site do Sinterp-MT.
Além disso, Suelme declarou que Gauchinho faz pressão sobre as pessoas, enviando áudios com ameaças em horários impróprios. De acordo com presidente da Empaer-MT, nem o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) escapa das investidas. “ Aqueles laboratórios viraram totem, a vaca sagrada da Empaer-MT, mas havia um diagnóstico antigo”
“O cara quer destruir uma história de uma vida, de forma irresponsável, para continuar sendo o grande ditador do sindicato há mais 20 anos. Chegou a hora de fazer o debate com a sociedade. A sociedade não tolera mais isso. Então, eu espero que venham novos líderes sindicais capazes de sentar para debater sem atacar a honra das pessoas. Ele manda áudios para as pessoas de manhã, de tarde, de noite. Imagina, mandar áudio para o vice-governador, como se fosse o vizinho da casa dele, falando absurdos”, completou.
Sobre o fechamento do laboratório da Empaer-MT em Várzea Grande, alvo de denúncia por parte do Sinterp-MT, Suelme argumenta que estava totalmente obsoleto e lamenta que tenha sido transformado em “vaca sagrada” pelo Gauchinho. Além disso, garante que as pesquisas continuam sendo desenvolvidas em parceria com a Unemat e outras instituições.
“Aqueles laboratórios viraram totem, a vaca sagrada da Empaer-MT, mas havia um diagnóstico antigo. A transição do Governo Mauro Mendes (União Brasil), lá em 2019, já tinha indicado que aquilo era ineficiente. O governo gastava caro com aquilo e entregava nada para a sociedade. Eram nove laboratórios desativados, eu fechei só um, o de Várzea Grande”, lembrou Suelme, revelando que foram retirados 10 caminhões de lixo do local, que além de obsoleto, estava depredado.
Conforme Suelme, pesquisas continuam em andamento nas unidades da Empaer-MT em Sinop e Tangará da Serra, além das realizados em parceiras com outras instituições. Para exemplificar a mudança na gestão, disse que agora o agricultor familiar pode ter acesso à análise de solo sem necessidade de “mandar um saco de areia” para Cuiabá.
“O agricultor familiar não precisa mais mandar um saquinho de areia para o Cuiabá, ficar achando que só aqui tem laboratório para fazer análise de solo. O que tem isso de desmonte? Isso aí é proteger o patrimônio, porque o patrimônio não é um prédio, é o dinheiro público que se investe. Dos 25 funcionários do laboratório, nenhum foi mandado embora. Fora os 10 caminhões de lixo, foram encontrados colchões de gente ia dormir durante o expediente. Vamos falar a verdade. Então, o que tinha ali era um exemplo da Empaer-MT que não dava certo”, concluiu.
Hoje a Empaer-MT tem um quadro de 385 servidores. O número já ultrapassou 1 mil, mas foi reduzido com o Programa de Demissão Voluntária (PDV), implantado no início do atual governo.
Suelme ainda citou a reforma de todos os escritórios regionais, a renovação da frota e o atendimento a mais de 32 mil pequenos agricultores para negar o sucateamento. Os investimentos que devem chegar a R$ 139 milhões no próximo período também foram destacados.
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