
Rodinei Crescêncio/Rdnews
O presidente estadual do PL Ananias Filho critica a inércia do Congresso, que não consegue fazer avançar a proposta de anistia. Para ele, a falta de um texto coeso também emperra a tramitação por isso é necessário avançar na formatação da proposta que se almeja aprovar.
O debate sobre eventual anistia voltou à tona às vésperas do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que foi condenado pela 1ª Turma do STF com mais sete réus por tentativa de golpe de Estado. A ideia de congressistas é um texto que anistie os condenados pelos ataques de 8 de janeiro, mas que também se estenda a Bolsonaro, que está inelegível, mas quer disputar à presidência da República.
“Que tipo de anistia eles querem aprovar? Querem aprovar uma anistia mambembe [de má qualidade]? Querem criar uma anistia mais ampla? Uma anistia, como diz aí, até futura? Então, é difícil saber. Primeiramente, tem que ver o texto que está querendo discutir, o texto que irá para o plenário, para o plenário apreciar”, dispara em entrevista à imprensa.
Por outro lado, ele critica o fato da definição da pauta ficar centralizada nas mãos dos presidentes da Câmara e Senado Hugo Motta e Davi Alcolumbre, respectivamente. “Quando falam que há muita interferência do Supremo Tribunal, é justamente porque, muitas vezes, o Congresso Nacional se exime de discutir temas sensíveis”.
Nessa linha, ele reclama que o Supremo se Vê obrigado, muitas vezes, a interpretar normas porque o Congresso se omite em colocar na pauta a discussão temas relevantes para a sociedade.
Articulação
Nesta terça-feira (16), os líderes partidários vão se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e a pauta principal é a pressão pelo projeto de anistia. A oposição ameaça travar o projeto que isenta de pagamento de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil, de interesse do governo, para forçar a discussão da proposta de perdão aos golpistas.
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