Presidente de partido é perseguida, xingada e ameaçada por empresário em Rondonópolis

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A presidente do Partido Novo em Rondonópolis, Raquel Mattei, usou as redes sociais para denunciar que foi perseguida por um empresário na noite dessa quarta-feira (03). Em relato nas redes sociais, ela disse que o homem gritava contra um político que aparecia em um adesivo colado na traseira do seu carro.

Nas imagens compartilhadas por Raquel é possível ver o motorista de uma caminhonete a ofendendo. Conforme o relato, o homem a estava perseguindo pela cidade e ofendendo. Em determinado momento, ela vê uma equipe policial e pede ajuda. Ao perceber isso, o agressor vai embora do local.

“Do nada ele parou do meu lado, abaixou o vidro e começou a gritar. Eu não entendi porque ele estava gritando, abaixei o vidro e fui perguntar o que foi. Ele me xingando de tudo o que vocês pensarem, do nada. eu não entendi o porque ele estava me xingando, fui entender que era uma perseguição política séria”, contou no Instagram.

Conforme o relato de Raquel, o perseguidor é dono de uma franquia de lojas de chocolate da cidade a quem ela tinha ajudado durante a pandemia, permitindo que a venda ocorresse também dentro de uma loja de sua propriedade.

“Enlouquecido, nos perseguiu até em frente do Village. Todos os seguranças viram ele me perseguindo e gritando que ele sabia muito bem onde eu morava e que ele não ia parar de me perseguir”, disse.

Segundo Raquel, o empresário é de esquerda e teria se irritado com um adesivo de um pré-candidato a deputado federal da região. Imediatamente, lideranças de partidos de direita se manifestaram em apoio à presidente do Novo.

Odilio Balbinotti, cotado para ser suplente do pré-candidato ao Senado José Medeiros, emitiu uma nota de repúdio pelo que chamou de “intolerância”. Ele defendeu que em um regime democrático deve prevalecer o “diálogo, respeito e argumentos” e não a “violência, intimidação ou perseguição”.

“Ninguém pode ser alvo de ataques simplesmente por expressar suas convicções ou apoiar pessoas de sua preferência”, escreveu.

O pré-candidato do Novo ao Governo do Estado, Marcelo Maluf, disse estar “indignado” com o episódio e que não vai tolerar que “uma mulher seja perseguida, intimidada ou ofendida por suas posições políticas”. Ele defendeu que o caso seja investigado e que as medidas cabíveis sejam tomadas. “Ninguém deve sentir medo por exercer sua liberdade de expressão”, disse.

O ex-deputado Ulysses Guimarães disse, por meio das redes sociais, pediu que os seguidores compartilharem as notícias sobre o caso para que as autoridades tomem providências. Além disso, apoiadores dessas lideranças da direita começaram um movimento pedindo para que a empresa de chocolates puna o franqueado.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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