Prefeitos alegam falta de dinheiro e rebatem proposta de assumir Samu

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Os prefeitos Abilio Brunini (PL) e Flávia Moretti (PL), responsáveis pelas duas maiores cidades da Baixada Cuiabana em que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) funciona sob a responsabilidade do Governo do Estado, sinalizaram não ter condições financeiras de assumir a gestão do serviço. O assunto vem à tona em razão da decisão do Estado em demitir trabalhadores temporários do Samu e fazer com que os atendimentos sejam realizados de forma unificada com o Corpo de Bombeiros.

Desde quinta-feira (23), uma comissão formada por servidores do Ministério da Saúde estão na Capital vistoriando unidades vinculadas ao serviço. A mobilização ocorre após servidores do Samu, que integra a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), denunciarem uma tentativa de desmonte do serviço em Mato Grosso.

“A Saúde já me tem um peso muito grande no município, um custo muito alto. Então tudo o que tiver que fazer adesão eu tenho que colocar na balança orçamento, financeiro, finanças e custeio”, disse a prefeita Flávia Moretti à imprensa.

“Eu já tenho tanta pauta no meu município, tanta pauta carregada dentro de Várzea Grande, você sabem, DAE, água, ônibus, infraestrutura. Então eu tenho que deixar que essa pauta seja do Governo do Estado”, acrescentou.

Já o prefeito de Cuiabá apontou que o atendimento pré-hospitalar ficou como sendo responsabilidade do Estado, assim como a regulação de vagas em hospitais e unidades de terapia intensiva (UTI), mesmo quando são em unidades administradas pela Prefeitura.

“Não é que município queira ou não queira, é cada um com a sua competência. O município está com sua competência da saúde, ele está dentro do seu limite inclusive orçamentário com baixa participação do estado e outros órgãos para o custeio da saúde de Cuiabá. A gente não pode assumir responsabilidades do estado em detrimento à mudança de política que ele exerce”, afirmou Abilio.

Conforme a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), o Estado é responsável pela gestão do Samu nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Poconé. Em outras 20 cidades do interior, o serviço é gerido pelos próprios municípios.

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) disse que o objetivo da medida é diminuir custos e enxugar a máquina. A ideia é fazer uma “junção” do Samu com o Corpo de Bombeiros e dar mais agilidade para os atendimentos.

Devido a repercussão do caso, o Ministério da Saúde enviou uma comissão para Cuiabá que está vistoriando locais vinculados ao atendimento do Samu em Cuiabá. A equipe é composta pelo coordenador-geral de Urgência do Ministério da Saúde, Felipe Reque; a técnica enfermeira da CGURG, Nicole Braz; e o coordenador-geral do Sistema Nacional de Auditoria, Justiniano Neto.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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