
A advogada e presidente estadual do Democracia Cristã (DC) em Mato Grosso, Clariana Barão, aposta na força das redes sociais para superar a desvantagem financeira frente aos grandes partidos e se viabilizar como pré-candidata à Presidência da República. A cuiabana destacou que a escolha de seu nome para encabeçar uma chapa visa preencher um espaço no centro-direita, dialogando diretamente com o eleitorado feminino, que compõe 52% da população brasileira.
Diante de um cenário marcado pela forte polarização e pela desigualdade na distribuição de recursos eleitorais, o DC terá R$ 3 milhões para financiar todas as suas candidaturas pelo país. Para compensar essa limitação, a pré-candidata defende a tecnologia como a principal aliada na disputa.
“O nosso maior exemplo hoje é o goleiro do Cabo Verde na Copa do Mundo, que anoiteceu com 10 mil seguidores e amanheceu com 50 milhões. Então, nós estamos apostando que as mídias sociais, que as pessoas vão conhecer quem é a Clariana, vão conhecer o nosso trabalho e, com isso, nós vamos elevar o nosso nome”, afirmou a pré-candidata, ressaltando que aposta mais nisso do que propriamente na sua região de origem.
Leia também – ‘Esperança é a última que morre’, diz Pivetta sobre apoio do União
Na pauta econômica, a representante do DC busca inspiração no modelo adota do pelo Paraguai para contraponto ao atual governo brasileiro. Para ela, o segredo do crescimento do país vizinho reside na simplificação da produção e na desburocratização das exportações, além de uma carga tributária significativamente menor.
Contudo, a transposição automática dessas medidas para a realidade brasileira ignora abismos estruturais entre os dois países. Enquanto o Paraguai opera com uma máquina estatal menor e serviços públicos mínimos, o Brasil exige um volume de arrecadação maior para sustentar sua rede de proteção social, o Sistema Único de Saúde (SUS) e a previdência.
“No Paraguai, o imposto de renda da pessoa física tem alíquota de 10%, ao passo que o nosso é de 27,5%. O Paraguai tem despontado realmente pelas iniciativas econômicas, e eu acho que aquilo que vem dando certo lá é o que a gente pretende trazer também para o Brasil”, explicou, desconsiderando que a adoção de alíquotas mínimas sem a devida reengenharia fiscal poderia gerar problemas para o Brasil com uma macroeconomia voltada para arrecadação e mercado diversificado.
Além da economia, a pré-candidata fez duras críticas ao clima de radicalização política no país, direcionando parte de suas restrições ao campo do adversário Flávio Bolsonaro (PL). Para Clariana, o estímulo ao extremismo prejudica o Brasil e se reflete em posturas que ela considera agressivas e distantes da realidade familiar.
“Esse estímulo ao extremismo só desfavorece o Brasil. A gente vê aliadas mulheres dizendo com muito orgulho que elas têm um filho de um ano e meio e abandonaram o filho delas para tratar de política, para varrer o PT. Eu, como mãe, acho isso de uma agressividade tremenda”, criticou, reforçando que busca um projeto centrado no equilíbrio, no combate intransigente à violência contra mulheres e crianças, em um “Brasil para todos”.

Faça um comentário