Pivetta promete diálogo e pode rever cortes no Samu de Mato Grosso

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O governador Otaviano Pivetta afirmou que pode rever as demissões no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e sinalizou a possibilidade de renovar contratos vencidos. A declaração foi feita durante a reunião da Comissão da Saúde, na Assembleia, onde ele também garantiu abertura de diálogo com os trabalhadores para discutir o futuro do atendimento em Mato Grosso. Na reunião, o Ministério da Saúde apresentou um relatório sobre as visitas técnicas realizadas nas bases do Samu. 

 

Segundo o governador, uma reunião deve ser marcada nos próximos dias com representantes da categoria para avaliar a atual situação do Samu em Cuiabá e também a atuação do Corpo de Bombeiros no serviço.“Nós vamos decidir isso juntos”, declarou.

 

Pivetta ressaltou que o Estado está disposto a adotar todas as medidas necessárias para garantir o funcionamento do Samu nos municípios mato-grossenses. Ele lembrou que o serviço foi criado pelo governo federal para ser executado pelas prefeituras, mas que, em Cuiabá, o governo estadual assumiu a responsabilidade após a gestão municipal não aderir ao programa em 2007.

 

O governador também defendeu a atuação do Corpo de Bombeiros, afirmando que a corporação possui profissionais qualificados para prestar atendimento de urgência, assim como os servidores do Samu. “Nós não podemos deixar de reconhecer isso. Seria injusto”, afirmou.

 

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Por fim, o chefe do Executivo estadual reforçou que pretende ouvir os trabalhadores antes de qualquer definição e disse que busca soluções sem desperdício de recursos públicos. “Temos o dinheiro necessário para fazer o serviço bem feito. Com a colaboração de vocês, vamos fazer isso sem nenhum problema”, concluiu.

 

“Sem surpresas”

 

Para Carlos Mesquita, presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sisma-MT), não há surpresas na apresentação do relatório e dos pontos apontados. “Houve uma confirmação de todos os relatos já ouvidos sobre a má gestão e desmonte do Samu em Mato Grosso”.

 

Agora, segundo ele, o sindicato vai acompanhar de perto o que o Governo vai fazer para readequar o serviço com base no documento. “Cobrar o que é determinado por portarias e leis”.

 

Enfermeira do Samu, Patrícia Ferreira, lembrou que em 10 de setembro de 2025, o Conselho Estadual de Saúde determinou o cancelamento do termo de cooperação técnica entre o Samu e o Corpo de Bombeiros e que isso é citado no relatório.

 

“Para nós é uma vitória. Estamos aqui para fazer valer o funcionamento do Samu 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse. Patrícia destaca que o trabalho dos bombeiros é importante e fundamenta, mas na área da segurança.

 

“O que lutamos aqui é para garantir o direito dos trabalhadores da Saúde, vinculados à Secretaria de Estado de Saúde, de manterem seus vínculos, gestões e hierarquia com a saúde, não com a segurança”.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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