
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (18), nova fase da Operação Sisamnes com o objetivo de investigar crimes de obstrução de justiça, violação do sigilo funcional e corrupção ativa e passiva.
Segundo as investigações, foi identificada uma rede clandestina de monitoramento, comércio e repasse de informações sigilosas sobre o andamento de investigações sensíveis supervisionadas pelo Superior Tribunal de Justiça, frustrando, assim, a efetividade das deflagrações das operações policiais.
Assim, por determinação do Supremo Tribunal Federal, policiais federais cumprem um mandado de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, no Tocantins, além das medidas de afastamento das funções públicas, proibição de contato e saída do país, e recolhimento de passaportes.
Reprodução
Operação Sisamnes
A Operação Sisamnes , deflagrada pela Polícia Federal em novembro do ano passado em Mato Grosso, mirou supostos crimes de organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional.
Segundo a PF, as investigações apontam para um suposto esquema de venda de decisões judiciais envolvendo advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados.
A ação culminou no afastamento dos desembargadores Sebastião Moraes Filho e João Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Caso veio à tona após análise do celular do advogado Roberto Zampieri, executado em dezembro do ano passado.
O lobista Andreson Gonçalves também foi preso na operação. Ele foi transferido na semana passada da Penitenciária Central do Estado para a Penitenciária Federal de Brasília .
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