
A Polícia Federal informou que apura os fatos envolvendo a conduta do agente Adriano Soares de Lima. O procedimento é em conjunto com a Corregedoria Regional da Superintendência Regional da Polícia Federal no estado. O homem é acusado de invadir um dos blocos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e ameaçar alunos após seu filho ser suspenso.
A ameaça teria ocorrido contra estudantes que denunciaram o envolvimento do filho na lista de “alunas estupráveis”. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito irá prestar depoimento, mas ainda não compareceu à unidade policial.
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A delegada Liliane Diogo, responsável pelo caso, declarou que recebeu a documentação enviada pela universidade na segunda-feira (11), quando iniciou o procedimento investigativo. Diante da ameaça, as aulas presenciais foram suspensas e permanecem remotas por tempo indeterminado.
Segundo informações apuradas pelo , o rapaz envolvido na lista está com atestado médico e o agente teria pedido licença para acompanhá-lo, uma vez que é plantonista na Polícia Federal. Ainda, o Ministério Público (MPMT) determinou o envio de ofício à Reitoria da UFMT solicitando que a instituição informe quais providências internas estão sendo tomadas com relação às denúncias.
Relembre o caso
No mês passado, veio à tona o caso de uma possível “lista de estupráveis” elaborada por alunos de Direito e de Engenharia. Após identificação dos autores, dois alunos foram suspensos.
O pai de um desses alunos se aproximou de um dos estudantes que denunciou a lista e o ameaçou. A UFMT informou que, nas imagens, foi possível ouvir o tom ameaçador utilizado pelo suspeito. Ele dizia que “se o filho dele não se formasse, os demais também não se formariam”.
Após os relatos, o diretor da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET) acionou a reitoria da UFMT, que orientou para que os alunos realizassem o registro formal da ocorrência junto às autoridades competentes. E, diante do ocorrido, a universidade determinou que as aulas do curso ficariam na modalidade remota por tempo indeterminado.
A universidade também instaurou Comissão de Inquérito Disciplinar Discente na Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET) e na Faculdade de Direito para apuração dos fatos relacionados ao caso. Solicitando também o reforço na segurança junto à Polícia Militar e ao serviço de segurança interna da instituição.

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