
A vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa (MDB), rebateu o prefeito Abilio Brunini (PL) após ser citada pelo gestor em uma publicação contra a aliança entre MDB e PL. No domingo (2), ao comentar a coligação, o prefeito “listou” um histórico de “relacionamentos problemáticos” entre as duas siglas. Na relação estava sua vice, assim como referência a críticas que ela teria feito a ele e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em entrevista ao , Vânia afirmou que nunca criticou Bolsonaro e disse que suas cobranças são direcionadas à gestão de Abilio em Cuiabá. “Eu falo do Abilio porque é da gestão, ele é gestor da minha cidade. Eu estou aqui na gestão. Do Bolsonaro nunca falei, ele é um mito”, afirmou.
Conforme a vice-prefeita, a única crítica dentro do clã bolsonarista é aos que utilizam o nome do ex-presidente politicamente.
“Eu nunca fui contra ele, contra a pessoa que ele é, contra a gestão que ele fez. Eu critico os bolsonaristas que usam o nome dele para tudo. Então, assim, eu fico chateada com esse uso do nome dele”, declarou.
Embora tenha defendido Bolsonaro, Vânia manteve as críticas à administração de Abilio, citando a troca frequente de secretários e questionando a entrega de resultados pela Prefeitura. Na avaliação da vice, a administração ainda precisa apresentar resultados mais concretos.
“Cadê a gestão? Cadê? Aparece realmente serviço? Eu fico olhando essa troca de cadeiras o tempo todo, os secretários. Parece que a gente está vivendo um amadorismo”, emenda.
Ainda à reportagem, Vânia também lamentou a falta de participação na administração municipal. Para ela, a questão não é apenas pessoal, mas envolve o próprio papel institucional do vice-prefeito.
“Deixar um vice-prefeito sem função é muito imoral. Eu não tenho nenhuma culpa porque eu não tive oportunidade mínima de participar de gestão. A pessoa não tem capacidade de sentar frente a frente, fazer uma discussão saudável. Olha, é melhor para isso, é melhor para esse lado, é melhor para aquele”, argumentou.
Sobre a aproximação entre PL e MDB, Vânia afirmou que não vê impedimento para que partidos de diferentes campos políticos construam uma aliança. Para ela, a política exige composição e construção conjunta.
“Toda coligação pode dar certo. Política não se faz sozinho. Não vai ser um time só. Time não joga sozinho”, afirmou.
Vânia, entretanto, avaliou que a atual movimentação representa uma mudança brusca de posicionamento e que as alianças precisam ser analisadas pelos interesses envolvidos.
“É uma guinada, assim, repentina, mas não que não seja estratégica”, disse.

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