Para Ananias, disputa pela Mesa culminou derrota da LDO

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“Sinceramente, opinião pessoal, vejo com tristeza a rejeição da LDO. Mas cada um é dono da sua história, sabe seu argumento, não farei juízo. Para a cidade de Cuiabá, é prejudicial, isso dificulta os trabalhos”. A declaração é do secretário de Governo de Cuiabá, Ananias Filho, comentando a rejeição da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 pela Câmara Municipal, na última quinta-feira (16), em entrevista ao .

Derrotado em plenário, o Executivo agora trabalha para reenviar a matéria ao Legislativo. Segundo Ananias, a expectativa é de que o projeto retorne à Câmara apenas na próxima semana, após passar por uma nova avaliação da Secretaria Municipal de Planejamento, responsável por avalizar a peça orçamentária.

Embora o texto deva sofrer alguns ajustes antes de ser reapresentado, o secretário ponderou que, na prática, não enxerga necessidade de mudanças significativas, já que a LDO trata apenas das diretrizes gerais para elaboração do orçamento do município.

“Faremos algumas alterações”, afirmou. Em seguida, explicou que a lei “dirige o orçamento de forma genérica” e não detalha onde os recursos serão aplicados.

“A LDO dirige o orçamento de forma genérica. Não especifica a aplicação com detalhamento. Vejo com tranquilidade. A disputa pela Mesa Diretora às vezes causa isso, mas está dentro da normalidade. Temos planejamento”, disse.

A rejeição da LDO ocorreu durante a sessão ordinária de quinta-feira (16) e foi considerada uma situação inédita na história recente do Legislativo cuiabano. O projeto recebeu 12 votos favoráveis, número inferior aos 14 necessários para aprovação.

A derrota do Executivo ocorreu em meio ao agravamento da crise entre o prefeito Abilio Brunini (PL) e parte da ex-base aliada na Câmara. Nas últimas semanas, vereadores deixaram a sustentação política do prefeito, ampliando o desgaste entre o Palácio Alencastro e o Legislativo diante da disputa pela Mesa Diretora.

Apesar do revés, Ananias evitou atribuir responsabilidades aos parlamentares e afirmou que respeita a decisão da Câmara.

“Cada um é dono da sua história, sabe seu argumento. Não farei juízo”, declarou.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias estabelece as metas e prioridades da administração municipal para o exercício financeiro seguinte e serve de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que detalha a previsão de receitas e despesas da Prefeitura. Sem a aprovação da LDO, o Executivo precisará reapresentar a proposta para dar continuidade ao calendário orçamentário de 2027.

 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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