
O novo superintendente regional da Polícia Federal em Mato Grosso, Fabrício Braga, afirma que a atuação da PF contra os garimpos ilegais na Terra Indígena Sararé , na região oeste do estado, pode ser considerada como “enxugar gelo”. Para Braga, é preciso de um serviço de inteligência ambiental no Estado, aliado às ações.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
A Sararé precisa de atenção social, mas sobretudo uma integração entre as forças. Na verdade estamos enxugando gelo. A Delegacia de Cáceres, em 2024, foi a 10ª delegacia federal em atuação e combate nesse tipo de ação. Realizou dez operações. No entanto, minha proposta é criar uma base de inteligência ambiental para dar suporte a essas ações”, defendeu.
A declaração foi feita após ele tomar posse do cargo. A Polícia Federal já deflagrou inúmeras operaçôes no local como forma de combater o garimpo ilegal e outros crimes ambientais. Além dos crimes ambientais, a região acaba tomada pela violência, pela prostituição e por drogas, visto que as facções chegam até esses lugares.
Fábio Bispo / Greenpeace
Destruição causada pelo garimpo na Terra Indígena Sararé
“É preciso fazer desinstrusão do local dentro desses garimpos ilegais, mas mais que isso, é preciso entender o fluxo do capital, quem são os financiadores, a origem disso, desse maquinário. Para isso é preciso integração entre as forças e investimento”, pontuou.
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